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E mais: um conselho para o ex-governador Wilson Martins: todo cuidado com essa dança
Wilson, o dançarino
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Na política, como na vida, há fases e a de agora parece ser a mais animada de Wilson Martins. O ex-governador, hoje candidato a deputado federal, resolveu trocar o tom sisudo dos palanques por passos de dança que têm chamado atenção por onde passa. Não há dúvida que disposição não o falta. Mas convém lembrar que, na idade que já alcançou, entusiasmo em excesso pede cautela. Muito remeleixo pode terminar em queda e queda, para quem já não é tão jovem, não é apenas tropeço, é assunto sério.
Sorriso frouxo
O curioso é que essa leveza toda vem acompanhada de um otimismo quase contagiante. Wilson circula com a convicção de que sua eleição é praticamente certa. Sorri, dança e acena como quem já comemora antecipadamente o resultado das urnas.
Não só ele com o dente na fresca
Mas, se há alguém ainda mais satisfeito nesse enredo, é o atual governador, que o acomodou em uma secretaria estratégica, agora sob auspício do filho de Wilson que saiu para as eleições. Coincidência ou não, as contas do governo seguem aprovadas sem sobressaltos pelo Tribunal de Contas onde atua sua esposa, Lílian Martins, mãe do menino no cargo agora. Nos bastidores, há quem levante sobrancelhas; na superfície, reina a normalidade institucional.
Os maldosos
Fica também a dúvida que ecoa nos corredores políticos, como pode um médico que, segundo comentários maldosos de outrora, teria sido discreto em excesso durante quatro anos de mandato e até mesmo sedentário, agora surgir tão expansivo, tão presente e, sobretudo, tão dançante?
A maratona
Wilson, Wilson… antes de entrar de vez nessa maratona eleitoral, talvez seja prudente começar com um bom alongamento. Porque campanha é corrida longa e nem todo passo precisa ser de dança.
“ Tá todo mundo liberado”
Nos bastidores, a declaração do vereador do PSD, Leônidas Júnior, foi lida por muita gente como um gesto que vai além da “liberação” interna. Tem quem enxergue um aceno indireto ao grupo de Ciro Nogueira. Em política, recado raramente vem com destinatário explícito, mas quase sempre chega a quem interessa.
O precedente
O ponto é que a tal liberdade para o Senado abre um precedente curioso. Se pode liberar para uma disputa majoritária, por que não para outra? Hoje é senador, amanhã pode muito bem respingar na eleição para o governo. E aí o discurso de base unida começa a ficar ainda mais elástico.
Joel, o quieto
Enquanto isso, no tabuleiro, outro nome observa em silêncio: Joel Rodrigues. Sem fazer muito barulho, vai ocupando espaços, conversando, articulando. Como diz o ditado, está “comendo quietinho”.
Rafael, Rafael… abra o olho. Em política, quando todo mundo está muito solto, alguém pode estar avançando sem ser percebido.
Fazeres perdidos 1
Enquanto o governo do Piauí celebra a implantação de ensino de inteligência artificial no currículo escolar – mais uma intenção que uma ação, frise-se – vão-se perdendo os fazeres tradicionais, aquilo que está na raiz da cultura e da sociedade forjadas por séculos nesta terra,
Fazeres perdidos 2
Nem é preciso muito esforço para que se perceba as perdas de conhecimentos ancestrais, não repassados às novas gerações, e que se vão perdendo porque nem os governos – o atual e os que antes vieram – e a sociedade deram de ombros para a importância desses saberes e fazeres.
Fazeres perdidos 3
No sertão do Piauí, uma das mais antigas formas de manejo de aves, a castração de frango para fazê-los capão, está desaparecendo. Com isso, some também uma tradição culinária, que são os preparados com essas aves,
E isso é só um exemplo entre tantos, porque vai sumindo a cutelaria (esta, já morta), a selaria (em extinção), os doces e compotas...
Do contra e contra Lula
Dois deputados piauienses da base aliada – Jadyel Alencar (Republicanos) e Marcos Aurélio Sampaio (MDB) – votaram contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na análise do veto ao PL da Dosimetria, na quinta-feira (30). O governo perdeu de goleada.
Também votaram pela derrubada do veto Átila Lira e Júlio Arcoverde, ambos do Progressistas, mas eles fazem parte da oposição.
Lição
De Mario Vargas Llosa, ao receber o Prêmio Nobel, em 2010:
“Assim como escrever, ler é protestar contra as insuficiências da vida.”
O drible da toga
O Brasil não tem jeito, pelo menos enquanto houver meios legais para driblar a lei ou quando a lei que deveria valer para todos vale mais para uns que para outros, seja para beneficiar, seja para punir.
Veja-se o caso do Tribunal de Justiça do Paraná, que acaba de criar um subterfúgio para driblar decisão do Supremo Tribunal Federal, que proibiu os “penduricalhos” para multiplicar a remuneração de magistrados.
Professores
A corte paranaense decidiu criar um novo penduricalho: o TJ-PR transformou os todos os magistrados do Estado em professores. Com isso, juízes e desembargadores podem receber até R$ 14 mil por mês, fora do teto remuneratório imposto pela Constituição.
Orientadores
Uma resolução publicada 15 dias atrás regulamenta atividades de magistrado tutor, supervisor de estágio e formador exercidas por todos os juízes do Estado. Assim, eles poderão receber uma retribuição financeira por orientar estagiários e residentes em formação jurídica em seus gabinetes.
“Jurisprudência”
Não tarda e essa portaria do TJ-PR vira “jurisprudência” em outros tribunais para esse drible na decisão do STF.
Vai, Messias, vai!
Senadora Soraya Tronick encerrou sua peroração no Senado com o ministro Messias desejando-lhe sucesso e pedindo para que, quando ele estiver no STF, não esqueça os amigos.
Quererá alguma boquinha?