Regina Sousa, vítima do ódio

Regina Sousa, vítima do ódio

Inicio o artigo trazendo à colação uma declaração do ex-prefeito de Teresina, médico Sílvio Mendes, para o qual "cada um tem o direito de dizer o que pensa". Verdade cristalina! Apesar dos pesares! José Lopes de Araújo, de saudosa memória em Luzilândia-PI, entendi que “o ruim por si se destrói; mas, depois de arruinar muita gente”.

"Bom mesmo seria conseguir ser você mesmo, apesar das influencias, nem sempre positivas. Manter o estado neutro independente do que façam. Não demonstrar volubilidade de comportamento. Não deixar a vontade dos outros de tirarem sua paz invadirem a privacidade do seu eu", aconselha a pensadora Nathália Vieira Dyonisio.

Em outro pensamento extraordinário, Nathália é ainda mais incisiva: "Nossa sanidade deve depender única e exclusivamente da estrutura da nossa psique, qualquer outra base é instável".

O que existe mesmo na "psique" de uma pessoa que agride a governadora do Piauí, Regina Sousa, ou qualquer outra pessoa? Seria ódio, preconceito, discriminação, rancor,...? Volubilidade de comportamento? O que sabemos é que tudo nasce da índole dos canalhas, dos cafajestes,...; enfim, dos "píncaros" para os portugueses e dos "picaretas" para os brasileiros.

Como nos conta um belíssimo texto da Carta Capital, "Nelson Mandela nos advertia em meados da década de 1990 que o ódio é algo aprendido. Eis uma de suas célebres frases: “Ninguém nasce odiando outro pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.

Infelizmente, o ensinamento de Mandela parece permanecer inacessível a uma "odienta" parcela da humanidade. Que insiste em não evoluir. Aliás, por má índole, permanece no desiderato para destilar o ódio contra pessoas que nascem e crescem do povo, seja moral ou intelectualmente.

O retrato mais perfeito de um canalha é demonstrado pelo "espelho da vida" como a pessoa desonesta, patife, infame, desonrada, desprezível,... Pessoa vil, sem valor, ordinária, mau-caráter,...

Regina Sousa, uma senhora com formação em língua portuguesa e francesa, bancária concursada aposentada, vinda do nosso interior piauiense - como todos nós -, sofre constantes agressões gratuitas. E sempre oriundas de pessoas desqualificadas, desonradas, incapazes - por má índole/deformação genética - de conviver com uma realidade que possa alçar outras pessoas ao crescimento na vida, seja pessoal, político-social ou profissional.

Samanta Ribeiro Meyer-Pflug, doutora em Direito, considera o ódio como uma manifestação de “ideias que incitem a discriminação racial, social ou religiosa em determinados grupos, na maioria das vezes, as minorias”.

Daniel Sarmento, também doutor em Direito, assevera que o ódio pode ser caracterizado por manifestações de desprezo ou intolerância.

Até quando haverá e permanecerá a intolerância destilada contra a piauiense Regina Sousa? Quem, no Piauí, é melhor que Regina Sousa? O atual ou o próximo canalha? O corrupto de outrora ou o atual? Enfim, os debochados, os vermes humanos,...?

Em uma incursão ainda que superficial a um exemplar texto de Ignara Chagas, colhi o entendimento de que o ódio é considerado um tipo de violência verbal. E de que a sua base é a não-aceitação das diferenças. Sempre, invariavelmente sempre, o ódio causado por pessoas que trazem como foco aspectos de crença, origem, cor/etnia, gênero, identidade,...

Uma pergunta não calará no Piauí: "O que se passa na cabeça de pessoas que insistem em agredir de forma bestial Regina Sousa"? Impressionante como tais pessoas retratam o ódio a Regina movidas por emoções negativas intensas, seja pela raiva ou por qualquer outro sentimento detestável. Virou fixação agredir Regina Sousa!

Pessoas patifes não sabem, mas quem odeia se sente conduzido a levar outros a odiar também. E, infelizmente, conduzindo outras pessoas a compartilharem a condenação moral e a desumanização da pessoa odiada. O objetivo é claro! Aliás, objetivo tresloucado!

Concluo trazendo Ignácio Morgado Bernal, em nobre e conceitual texto publicado no El País, segundo o qual "já se disse acertadamente que as pessoas inteligentes podem odiar, mas nunca as sábias, como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Madre Teresa ou Nelson Mandela. A sabedoria é muito mais do que a inteligência, pois acrescenta bondade e generosidade, experiência e criatividade, além de buscar o bem coletivo e em longo prazo, mais que o de um grupo ou, pior ainda, o próprio. Uma boa educação para combater o ódio deveria nos ensinar a ser sábios mais do que inteligentes, pois o ódio nunca resolve problemas - o que faz é sempre agravá-los e fomentá-los".

Regina Sousa é muito maior do que "esgotos" de uma sociedade contaminada e deformada!

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