Com a maior artilheira e ex-melhor do mundo, Holanda chega na semi da Copa e empolga o país
Disputando o Mundial apenas pela segunda vez, seleção repete façanha que a levou ao título da Eurocopa de 2017 e chega até a semifinal com o sucesso de uma geração de jovens atletas
As holandesas nunca figuravam entre as grandes forças do futebol feminino. A Copa do Mundo da França é apenas a segunda com uma participação da Holanda. Mas a campanha realizada até a semifinal e o trabalho dos últimos anos elevaram o nível e colocaram essa equipe em um outro patamar.
Holanda x Suécia (Foto:divulgação / Twitter)
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No Mundial de 2015, o seu primeiro, a Holanda chegou apenas nas oitavas de final. Mas, desde então, percorre um caminho que mostra que a presença nesta semifinal não chega a ser uma surpresa. Em 2017, a Holanda venceu a Eurocopa em casa e trouxe um grande interesse do país na futebol feminino.
Apesar disso, teve um caminho tortuoso na classificação para a Copa, avançando apenas na repescagem europeia. Algo que, ao longo do torneio, parece ter sido colocado no passado.
Nesta quarta-feira, a Holanda encara a Suécia pela façanha de chegar até a final - contra os Estados Unidos. O jogo será em Lyon, às 16h (de Brasília).
Que geração é essa?
Sob o comando da técnica Sarina Wiegmann, com trajetória pelo futebol dos Estados Unidos, a Holanda lapidou nos últimos anos uma geração formada por atletas de enorme talento. Jovens que atuam juntos desde as categorias de base, se conhecem e se desenvolveram no mesmo tempo.
O destaque principal fica por conta da atacante Vivianne Miedema, de apenas 22 anos. Ela defende o Arsenal, da Inglaterra. Apesar da pouca idade, a atleta carrega uma marca expressiva e que chama atenção: é a maior artilheira da seleção holandesa de todos os tempos - contando masculina e feminina.
"I think we surprised everyone by going this far, including ourselves"
— FIFA Women's World Cup (@FIFAWWC) July 3, 2019
Superstar @oranjevrouwen goalscorer @VivianneMiedema talks about the team's success ahead of their first-ever #FIFAWWC semi-final ???
? https://t.co/BAnhGncUxZ pic.twitter.com/AFN6xe52dz
- Comecei na seleção com 15 anos. Jogava para menos de 500 pessoas. Hoje o nível do time cresceu, assim como o nível de interesse. Nosso time melhorou e segue crescendo - disse Miedema, antes da semifinal
A melhor do mundo em 2017
Outro destaque fica por conta de Lieke Martens. Aos 26 anos, ela mostrou seu cartão de visitas para o mundo justamente na conquista da Euro de 2017, onde foi a principal jogadora do torneio, sendo decisiva até a decisão.
Naquele mesmo ano, levou nada menos que o prêmio de melhor do mundo da Fifa. Meia-atacante do Barcelona, ela também tem atuado como ponta esquerda e dificultado muito a vida de quem a enfrenta durante a Copa.
A lista de jogadoras de alto nível desta geração não para por aí. Também aos 26 anos, Shanice Van de Sanden fecha o trio ofensivo. Ela é a única atleta da Holanda que atua pelo poderoso time do Lyon, hexacampeão europeu. Antes jogou na liga inglesa, pelo Liverpool. É forte fisicamente e costuma prender bem a marcação.
O destaque alcançado com a conquista de Euro e ao longo do Mundial, trouxe uma euforia da torcida do país. Desde a primeira fase, uma onda laranja tomou conta dos estádios onde a seleção da Holanda jogou na França. Aumentou a atenção e também as críticas ao time. Algo que a treinadora e suas atletas estão preparadas.
- Tem sido incrível jogar para estádios repletos de torcedores da Holanda durante a Copa. Emociona e nos motiva ver nosso trabalho sendo finalmente reconhecido. E com isso também vem as críticas quando não entregamos o melhor - disse a atacante Miedema.
- Ganhamos mais atenção nos últimos anos e ao longo da Copa do Mundo. As críticas e questionamentos também fazem parte desse processo. Estamos na semifinal da Copa e temos que focar no nosso jogo - reforçou a técnica Sarina Wiegmann
Com a presença na semifinal, a Holanda conseguiu outro feito inédito para a seleção feminina do país. No ano que vem, a equipe estará nos Jogos Olímpicos de Tóquio.