Futebol feminino espanhol entra em greve por melhores condições de trabalho
Rodada do fim de semana do Espanhol é cancelada por falta de acordo entre o sindicato dos jogadores do país e a Associação de Clubes de Futebol Feminino
A nona rodada do Campeonato Espanhol Feminino, que deveria ser realizada neste fim de semana, foi cancelada devido à greve das jogadoras da primeira divisão, declarada na última quinta-feira.
Futebol Feminino espanhol entrou em greve neste fim de semana — Foto: Twitter/AFE
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Dois jogos estavam marcados para este sábado: Espanyol x Tenerife, da goleira da seleção brasileira Aline Reis, e Levante x Sporting Huelva. As outras seis partidas estavam previstas para este domingo. Outras jogadoras da seleção brasileira atuam na Espanha: Ludmila, do Atlético de Madrid, Daiane e Thaisa, do Real Madrid/Tacón, e Mônica, do CFF Madrid
As jogadoras reivindicam um salário mínimo de 16 mil euros anuais e direitos trabalhistas equivalentes aos do futebol masculino, incluindo férias. AS negociações com a Associação de Clubes de Futebol Feminino (ACFF) vêm sendo conduzidas pela Associação de Futebolistas Espanhois (AFE), o sindicato da categoria.
Na última terça-feira, a AFE informou que as jogadoras aceitavam a proposta da Direção Geral de Trabalho do governo espanhol, mas os termos apresentados foram rejeitados pela ACFF. A AFE, então, declarou na quinta que a greve estava confirmada.
"As jogadoras cederam em diferentes questões com o objetivo de evitar a greve, enquanto a ACFF mostrou uma atitude imóvel, sem oferecer alternativas ou possíveis soluções para desbloquear o conflito. As jogadoras pedem um convênio que regule suas condições de trabalho, referidas, entre outros direitos, a salário mínimo, jornada de trabalho digna, medidas para facilitar a conciliação familiar e a maternidade, férias reguladas, etc", diz um trecho do comunicado emitido quinta-feira pela AFE.
Muitas jogadoras espanholas se manifestaram no Twitter a favor da greve, e ganharam apoio do atacante francês Antoine Griezmann, do Barcelona, há dez anos atuando no futebol espanhol, primeiro na Real Sociedad (2009 a 2014) e depois no Atlético de Madrid (2014 a 2019), onde virou ídolo da torcida.