Aberta a propostas, Júlia Beatriz destaca ano de aprendizado no Iranduba
Atleta conviveu com frequentes lesões, mas destacou ano de aprendizado
Teresina. Amazonas. Brasileiros. Estaduais. Seleção Sub-20. O que Julia Beatriz viveu no ano de 2019 com a camisa do Iranduba e o Brasil vem sendo descrito pela atleta como “a melhor”. Dentre as muitas oportunidades que a atleta teve em seu primeiro ano fora do Piauí, Julia precisou se adaptar também aos baques.
Julia vestiu a camisa do Iranduba em seu primeiro ano fora do Piauí (Foto: reprodução / Instagram)
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Com a camisa do Iranduba, Julia disputou o Brasileiro Sub-18 e o Amazonense adulto. Com a seleção, a atacante acumulou convocações e o título das Liga Sudamericana Sub-19, disputado no Equador. Porém, em meio a nova fase, Julia sofreu com frequentes lesões.
“Para mim foi bem difícil esse ano realmente. Tive grandes oportunidades, mas não me dei muito bem em relação às lesões, tive umas quatro, e para mim foi difícil aceitar isso. Foi meu primeiro ano de intensidade e que realmente meu corpo sofreu. Estou fazendo todo meu tratamento preventivo para que próximo ano seja melhor em relação a isso”
Julia com o título Sudamericano Sub-19 (Foto: divulgação / CBF)
Mesmo com as lesões, Julia avaliou como positiva sua temporada. Nela, a atleta somou aprendizados e pode estar no primeiro ano de disputas do Brasileiro Sub-18. Com contrato encerrado com o Iranduba, Julia aguarda uma possível renovação com o clube amazonense, mas afirmou ter propostas de clubes da região sul e sudeste.
“Foi a melhor (temporada). Tive a sorte de ter um clube grande para trabalhar com pessoas excelentes. Me dei muito bem no Iranduba e com certeza estou de braços abertos para quem sabe uma breve volta. Também estou disponíveis a propostas. Quais clubes eu ainda não sei. Estou com uma agência agora e eles tem todo esse trabalho enquanto estou de férias”
Com lesões e novas experiências, Julia precisou lidar também com a saudade. De forma madura, a atleta pontou a distância da família como uma necessidade para evolução do seu futebol e do futuro que deseja dar a eles.
“Às vezes em um momento de necessidade o abraço dos pais faz falta, mas aprendemos a ser forte. É o nosso sonho, é o sonho deles também e eu quero dar o melhor para eles futuramente. Para isso eu tenho que correr riscos como esse de ficar longe da família”
Ainda de férias, Julia segue com os tratamentos e pensa em estar de volta a seleção em 2020. Em março, a seleção Sub-20 vai disputar o Sul-Americano.
Novo olhar
Em seu primeiro ano fora do Piauí, Julia pode ampliar sua visão do futebol feminino. Na quarta (11) a atleta esteve nas arquibancadas do Lindolfo Monteiro e pode torcer e vibrar com a conquista do título Estadual pelo Tiradentes, seu ex-clube.
Julia, atacante do Iranduba (Foto: reprodução / Instagram)
Questionado sobre o que ainda falta para o desenvolvimento do futebol piauiense feminino, Julia destacou a falta de apoio, principalmente da cidade como torcida.
“Eu vou até fazer um desabafo. Falta o principal que é o apoio. Eu sou uma grande torcedora do Tiradentes e não nego isso a ninguém. Foi o clube que me deu todas as possibilidades e é muito triste ver todos os outros times torcendo contra o Tiradentes. Falei para minha mãe na arquibancada do jogo que o Piauí só não cresce por falta de apoio, porque o único time que representa o Piauí no nacional é o Tiradentes e não tem apoio. Lá no Iranduba eu vi realmente o apoio de um torcedor pelo clube, da cidade pelo time. É uma coisa sensacional e nisso o Piauí precisa crescer muito”