Anderson Florentino narra impasses para chegar ao Piauí: “uma falta de respeito”
Treinador afirmou que não fez exigências por campo, mas sim por passagens, água e luz no alojamento
Anunciado no dia 27 de dezembro de 2019, Anderson Florentino nunca chegou a Teresina para comandar o Piauí Esporte Clube. Impasses entre o gestor de futebol, Eduardo Lino e o treinador tiveram um desfecho na manhã desta quarta (15).
Anderson Florentino (Foto: arquivo pessoal)
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Em entrevista ao Portal AZ, Anderson Florentino narrou todo o processo de impasse, desde o primeiro contato para assumir o Piauí, até o desacordo na manhã de hoje.
Segundo informou Anderson, o primeiro contato foi ainda em dezembro onde o treinador colocou as suas condições para fechar o contrato, como salário, moradia e translado a Teresina. Após concordar, o técnico afirmou que, por meio de uma empresa, que tinha Eduardo como porta-voz foi dito que ele fosse ao Rio de Janeiro no dia 22 para acertar detalhes da vinda a Teresina. O treinador viria no dia 26 de dezembro para a apresentação no dia 27.
Além do impasse pelas passagens aéreas, Anderson afirmou que via jogadores chegando ao CT do Piauí, porém nenhum deles eram os que ele havia passado ao gestor em lista.
“Pediram para eu chegar dia 22 no Rio, teríamos uma reunião para acertar detalhes e tudo. Fiz a minha parte e nada aconteceu. Simplesmente, desde que estou lá, começaram com a desculpa. Tem uma empresa de gestão. Essa empresa que negociou comigo, não foi ninguém do Piauí. Essa empresa através do Eduardo começou a colocar que o clube não estava arcando com aquilo que estava combinando com ele então ele ainda não tinha me mandado (as passagens) por isso. E o tempo passando. E jogadores chegado lá e nenhum daqueles que tínhamos combinado, tínhamos feito a lista, e chegavam aqueles que já tinham dele. A coisa acontecendo. Dizia “Ah, você viaja hoje. Já estou comprando a passagem aqui” e nada de chegar na minha mão. Nada acontecia. E eu no Rio de Janeiro gastando, esperando. Até que chegou o momento que ele falou para mim umas coisas inadequadas, que não gostei. Então eu dei a entrevista colocando o que estava acontecendo até por que o meu nome estava em jogo”
Anúncio feito nas redes sociais do Piauí (Foto: Jade Araujo / Portal AZ)
De acordo com Eduardo Lino, um dos problemas para a demora do treinador de chegar a Teresina foi as exigências feitas, que, segundo Eduardo, continham o estado do campo do CT.
“Ontem ele deu uma entrevista na região sobre negócio de passagem. O Dr. Pedro que era o outro sócio já tinha marcado para estar ai dia 27. Só que as condições do CT ainda não estavam adequadas do jeito que ele queria. Ele queria o campo, o campo estava ruim. Estava sem luz lá no CT e tal e o pessoal do clube já estava providenciando. Essa ida e não ida dele foi por causa disso. Tivemos também outros contratempos que não deu para acertar”
Porém, Anderson Fiorentino afirmou que o campo não era uma das exigências do mesmo para vir a Teresina, mas sim, o funcionamento de água e luz que não tinha no centro de treinamento.
“Ele cita que eu estava querendo campos. Isso não. Não queria nada. Queria a condição básica que qualquer treinador precisa porque não tinha água nem luz no alojamento. Tem que ter água e luz. Como é que você vai colocar jogadores alojados sem água e luz? Ficou na enrolação. Ontem eu cheguei ao meu limite. Falei “você já chegou para mim 15 vezes dizendo que ia comprar passagem que tinha que acertar que nós combinamos. Ai eu dei a entrevista e hoje já chegou uma mensagem aqui para mim dizendo que vão acertar, claro que vão acertar por que se não for de forma devida vai ser com processo porque isso não tem cabimento. É uma falta de respeito com o profissional. Não só com o profissional. Acho que com o próprio clube com vocês da imprensa e com os torcedores.
Anderson chegou a atuar no futebol internacional (Foto: Gustavo Curvelo)
Com o fim da historia de Anderson com o Piauí o treinador afirmou já ter proposta de outro clube e demostrou descontentamento pelos problemas encontrados no caminho da negociação.
“As coisas não podem ser assim e se a gente fica calado o futebol vai de mal e pessoas que não são qualificados vão fazendo o que querem no mundo da bola e acabando com o futebol brasileiro. Eu posso te falar isso por ter experiência lá fora como jogador e treinador. A gente vê decência. Tendo dinheiro, e não é muito não, basta haver decência e responsabilidade e as coisas vão andar. Então eu vou seguir minha vida, já tenho proposta de outro clube e um dia quem sabe ter o prazer, que para mim é um prazer, trabalhar ai. Quem sabe em outra oportunidade a coisa aconteça e a gente possa fazer um bom trabalho”