Piauí tem a segunda menor expectativa média de vida do país, afirma IBGE

O Estado detém a quarta maior taxa de mortalidade infantil do Brasil

Por Adriana Oliveira,

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (28), que no Piauí a expectativa média de vida ao nascer, em 2018, (para ambos os sexos) era de 71,4 anos, a segunda menor do Brasil, só estando à frente do Maranhão, onde a expectativa de vida era de 71,1 anos. 

A pesquisa divulgou ainda que a probabilidade no Piauí de um indivíduo atingir os 80 anos ( Foto: Arquivo Agência Brasil) 

Em relação ao ano de 2017 houve uma melhoria na expectativa de vida do piauiense, com um acréscimo de 2 meses e meio de vida. O Estado que apresentou a maior expectativa de vida em 2018 foi Santa Catarina, com 79,7 anos. Assim, em 2018, as pessoas nascidas no Piauí tinham uma expectativa de viver cerca de 4,9 anos a menos que a média verificada para o Brasil e 8,3 anos a menos que as pessoas nascidas no Estado de Santa Catarina.

Quando se trata de gênero, os homens no Piauí, nascidos em 2018, tinham uma expectativa de viver em média 67,2 anos, o que se configurava na menor expectativa do Brasil. Por sua vez, as mulheres piauienses tinham uma expectativa de vida de 75,8 anos, a quarta menor expectativa dentre os estados brasileiros. Assim, em 2018, as mulheres do Piauí tinham uma expectativa de viver cerca de 8,6 anos a mais do que os homens do Estado.

Nessa perspectiva, considerando-se as unidades da federação, o Piauí é o Estado com a segunda menor expectativa de vida para a população que atinge os 60 anos de idade, onde, em média, (considerando-se o total de homens e mulheres) as pessoas irão viver mais 19,9 anos, ou seja, 2,7 anos a menos que a média do Brasil. Somente a população do Estado de Rondônia terá uma expectativa média de vida inferior à do Piauí, atingindo 19,6 anos de vida após completar os 60 anos de idade.

A pesquisa divulgou ainda que a probabilidade no Piauí de um indivíduo atingir os 80 anos foi a segunda menor do Brasil em 2018, só ficando atrás daquela registrada para o Estado de Rondônia, onde a probabilidade era de 492 pessoas a cada mil. Por sua vez, a probabilidade registrada para o Brasil era de que 599 pessoas a cada mil chegariam aos 80 anos, aproximadamente 15% maior que a probabilidade observada no Piauí (510 pessoas a cada mil).

 TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL NO PIAUÍ

 A taxa de mortalidade infantil registrada no Piauí, em 2018, foi de 18 óbitos para cada 1.000 nascimentos, uma redução de 0,5 óbitos em relação ao registrado no ano de 2017. Contudo o Estado do Piauí ainda detém a quarta maior taxa de mortalidade infantil dentre as unidades da federação.

Comparando-se ao ano de 2017, houve no Piauí uma redução de 0,5 óbitos para cada 1.000 nascimentos. Em relação ao país, em 2018 o Piauí apresentou uma taxa de mortalidade infantil com 5,6 óbitos a mais do que a taxa registrada para o Brasil. 

O Estado do Piauí fica à frente apenas de Rondônia (19,2 óbitos), Maranhão (19,4 óbitos) e Amapá (22,8 óbitos). O Espírito Santo é o estado que apresenta a menor mortalidade infantil, com 8,1 óbitos para cada 1.000 nascimentos, seguido do Paraná, com 8,6 óbitos.

Os melhores indicadores de mortalidade infantil observados no Brasil ainda estão longe daqueles verificados nos países mais desenvolvidos do mundo, como o Japão e a Finlândia, por exemplo, que para o período de 2015 a 2020 possuíam, respectivamente, taxas de mortalidade infantil de aproximadamente 1,8 e 1,7 óbitos por 1.000 nascimentos. 

Comparando-se à Finlândia, o Brasil tinha um indicador de mortalidade infantil 7,2 vezes maior, enquanto o Piauí chegava a ser 10,5 vezes maior.
 

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