Falta de carteiras impede realização da Prova Nacional Docente em Timon
Professores registram boletim de ocorrência após escolas não comportarem todos os candidatos
Alguns candidatos inscritos na Prova Nacional Docente (PND), conhecida como “Enem dos Professores”, não conseguiram realizar o exame neste domingo (26) em Timon, no Maranhão, devido à falta de carteiras em duas escolas da rede municipal. Surpresos e frustrados, os profissionais denunciaram que salas inteiras não tinham assentos suficientes para acomodar todos os participantes.
Um dos candidatos impossibilitados de fazer a avaliação lamentou o ocorrido. “Uma vergonha essa aplicação da prova do PND. Estamos em frente à delegacia de Timon para realizar um boletim de ocorrência”, afirmou. Segundo ele, a equipe que chegou ao local logo percebeu que “as salas não tinham cadeiras suficientes para a quantidade de pessoas”, tornando a realização da prova inviável.
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Diante do transtorno, candidatos deixaram os prédios escolares e se dirigiram à delegacia para registrar queixa, temendo prejuízos no processo seletivo. O grupo cobra responsabilização e medidas que evitem que o problema se repita.
A secretária de Educação de Timon, Isadora Rodrigues, explicou à TV Clube que o Município não é responsável pela aplicação do exame. De acordo com ela, a falha teria sido cometida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela banca organizadora. “A responsabilidade do Município é disponibilizar a escola para a realização dessas provas. O Município não se responsabiliza pela aplicação da prova ou por direcionar a quantidade de alunos à escola. A FGV, por imaginar que teria um quantitativo de faltas, colocou 30% a mais de pessoas do que comportaria a escola”, afirmou.
A TV Clube procurou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para esclarecimentos, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
A Prova Nacional Docente (PND) é aplicada anualmente pelo Ministério da Educação (MEC) e tem como objetivo auxiliar estados e municípios na seleção de professores para suas redes públicas. Com a falha, candidatos agora aguardam orientações do Inep e da FGV sobre possíveis reaplicações, prazos e revalidações, enquanto cobram mais rigor logístico em avaliações de abrangência nacional.
Fonte: Portal AZ