UFPI abre residências e leva formação em saúde materna ao interior
Programas em cinco cidades ampliam especialização, reforçam o SUS e miram redução da mortalidade materno-infantil
A Universidade Federal do Piauí iniciou seis novos programas de residência voltados à área materno-infantil, com vagas distribuídas entre capital e interior do estado. A medida amplia a formação especializada, fortalece a rede pública de saúde e busca reduzir desigualdades regionais na assistência à mulher e à criança.
As atividades começaram com residências em Enfermagem Obstétrica e em Saúde da Mulher Interprofissional sediadas em Floriano, Oeiras, Parnaíba, Piripiri e Teresina. A distribuição geográfica marca a expansão da formação para além da capital e está alinhada à estratégia de interiorização do ensino em saúde.
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A descentralização da oferta leva qualificação técnico-científica a regiões que enfrentam carência histórica de especialistas, reforçando a estrutura de maternidades e hospitais de referência e ampliando o acesso ao cuidado qualificado.
As residências em Saúde da Mulher Interprofissional adotam modelo baseado na atuação integrada de diferentes categorias profissionais. A formação contempla desde o ciclo gravídico-puerperal até planejamento reprodutivo, prevenção de cânceres ginecológicos, climatério e enfrentamento à violência doméstica, em consonância com as demandas do sistema público.
Outro objetivo é estimular a fixação de profissionais no interior. Ao desenvolverem a formação nos próprios territórios, os residentes tendem a criar vínculos com as redes locais, o que aumenta a possibilidade de permanência após a conclusão dos programas — um dos principais desafios do Sistema Único de Saúde.
A qualificação das equipes está associada à melhoria dos indicadores de parto humanizado, à redução de intervenções desnecessárias e à queda da mortalidade materna e neonatal, ainda elevada em regiões do Norte e Nordeste. A iniciativa também dialoga com as metas do ODS 3 da Organização das Nações Unidas, voltado à promoção da saúde e do bem-estar.
A expectativa é que a atuação dos residentes produza impacto direto na qualidade da assistência oferecida às mulheres e crianças piauienses.
Fonte: UFPI