Associação de Bares e Restaurantes do Piauí solicita extensão do horário de funcionamento à prefeitura

Segundo a categoria, um horário mais amplo evita aglomerações

Por Karine Rocha,

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Piauí enviou requerimento à Prefeitura de Teresina para estender o horário de funcionamento dos estabelecimentos da categoria para 8 horas diárias. Segundo o decreto municipal Nº 19.922 mais setores estão autorizados a reabrir a partir desta segunda-feira (17).

Setor retorna atividades presenciais nesta segunda-feira (Foto: reprodução Vertigo Restaurante)

Em entrevista ao Portal AZ, Natália Macário, diretora executiva da Abrasel no Piauí, informou que o horário de 6h diárias não beneficia a categoria, que tem maior rendimento nos horários de almoço e jantar. Segundo a categoria, um horário mais largo é também uma maneira de evitar aglomerações.

"Esse requerimento pede para o horário de funcionamento para 8h diárias, podendo funcionar até meia noite. Se fosse continuar com o previsto de 6h diárias, iria prejudicar muito quem trabalha para o almoço e para o jantar. E também o pessoal do shoppings que só podiam funcionar de 14h às 20h. Esse foi um pedido dos próprios empresários. Então queríamos começar meio dia para pegar o horário de almoço. Além disso é uma forma de não concentrar muitas pessoas, tendo esse horário mais largo", disse.

A Prefeitura de Teresina manifestou decisão favorável ao pedido da categoria que a partir desta segunda-feira (17) poderá funcionar por 8h diárias (seguidas ou fracionadas). Já a praça de alimentação de shoppings pode funcionar de 12h às 20h.

"O pedido já foi aceito. O estabelecimento deve informar à prefeitura sobre os seus horários se será corrido ou fracionado. Contanto que obedeça o limite de funcionar até às 24h. E o dono precisa deixar um lugar viável aos clientes nestes horários", afirmou a direção.

Ansiedade pelo retorno

De acordo com Eduardo Rufino, presidente da Abrasel Piauí, o retorno é muito esperado, uma vez que cerca de 30% dos estabelecimentos fecharam por não poder arcar com as despesas.

"É um momento muito importante para nosso setor porque após quase cinco meses de casas fechadas, com entre 10% e 30% de faturamento na modalidade de delivery e praticamente com entre 25% a 35% das casas já fecharam as portas. Então estamos voltando, nossos associados estão todos preparados, cumprindo todas as modalidades estabelecidas, cobradas no decreto do poder público local", comentou Rufino.

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