Quebra de sigilo revela repasses de Lulinha a dono do sítio de Atibaia
Pagamentos mensais a Jonas Suassuna chegaram a R$ 700 mil
A quebra de sigilo bancário do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, revelou transferências de cerca de R$ 700 mil ao empresário Jonas Leite Suassuna Filho, ex-sócio do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os pagamentos foram feitos de forma periódica e variavam entre R$ 10 mil e R$ 50 mil por mês.
Os dados constam nos registros bancários analisados no âmbito das investigações que apuram movimentações financeiras do empresário. As transferências ocorreram por TED e não trazem descrição sobre o motivo dos repasses.
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As informações são da coluna de Andreza Matais do Site Metrópoles.
De acordo com os registros, a maior parte dos pagamentos mensais ficou em torno de R$ 10 mil, embora em alguns meses os valores tenham sido mais elevados. Em junho e julho de 2024, por exemplo, os repasses chegaram a R$ 50 mil.
Os valores foram depositados em uma conta de Jonas Suassuna no banco Santander, aberta em uma agência localizada no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro.
Jonas Suassuna ficou conhecido nacionalmente durante as investigações da Operação Lava Jato por ter sido, formalmente, um dos proprietários do sítio de Atibaia, imóvel associado ao presidente Lula em investigações anteriores. Ele também foi sócio de Lulinha na empresa BR4 Participações.
Na época em que o caso do sítio veio à tona, em 2016, Suassuna também chegou a pagar o aluguel do apartamento em que Lulinha morava.
Os registros bancários analisados mostram ainda que o filho do presidente movimentou cerca de R$ 19,3 milhões nessa conta entre os anos de 2022 e 2025.
Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento do empresário com o chamado “Careca do INSS” ou com o esquema investigado de descontos indevidos em aposentadorias.
Segundo os advogados, Lulinha prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF), instância considerada pela defesa como o foro adequado para a condução das investigações.
Fonte: Metrópoles