Israel inicia operação terrestre no sul do Líbano contra Hezbollah
Conflito no Oriente Médio amplia tensão e pressiona mercado do petróleo.
O Exército de Israel iniciou nesta segunda-feira operações terrestres limitadas no sul do Líbano contra o grupo Hezbollah. Na prática, a ação representa uma incursão militar no território libanês, com o objetivo declarado de destruir infraestrutura utilizada pelo grupo armado na região.
De acordo com as Forças de Defesa de Israel, as ações têm caráter pontual e fazem parte de uma estratégia para neutralizar posições consideradas estratégicas do Hezbollah ao longo da fronteira. O termo “operação limitada” também foi utilizado por Israel na última vez em que tropas do país entraram no território libanês, em outubro de 2024.
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O novo avanço ocorre após a retomada das hostilidades entre Israel e o Hezbollah no início de março. Os confrontos haviam sido interrompidos por um cessar-fogo firmado em novembro de 2024. O Hezbollah, grupo político e militar libanês, é aliado do regime iraniano.
A escalada do conflito ocorre em um momento de crescente tensão no Oriente Médio. Também nesta segunda-feira, as atividades do Aeroporto de Dubai foram suspensas temporariamente após um ataque de drones nas proximidades do local.
Nos Emirados Árabes Unidos, outro ataque com drones interrompeu as operações de carregamento de petróleo no porto de Fujairah. Um incêndio atingiu a zona industrial petrolífera do emirado, mas não houve registro de feridos.
Fujairah, localizada no Golfo de Omã logo após o Estreito de Ormuz, é considerada um ponto estratégico para o transporte de petróleo. O terminal costuma escoar cerca de 1 milhão de barris por dia de petróleo bruto dos Emirados Árabes Unidos, volume equivalente a aproximadamente 1% da demanda global.
A crise também envolve preocupações com a segurança do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de energia no mundo. O Irã fechou na prática a passagem marítima, por onde normalmente transitam petroleiros responsáveis por transportar cerca de um quinto da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito.
Durante o fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que outros países deveriam colaborar para garantir a segurança da navegação na região. Segundo ele, nações que dependem do petróleo do Golfo deveriam contribuir com esforços militares para manter o estreito aberto.
Trump também indicou que poderia adiar uma visita programada à China caso Pequim não ofereça apoio às operações de segurança na área. O presidente norte-americano ainda alertou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte poderá enfrentar dificuldades caso aliados dos Estados Unidos não participem de ações para garantir a navegação na região.
Até o momento, nenhum país anunciou envio imediato de forças militares. Japão e Austrália afirmaram que não têm planos de deslocar navios de guerra para o Oriente Médio.
A China informou que mantém diálogo com os Estados Unidos sobre a visita de Trump e reiterou o apelo por redução das tensões na região.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que os países do bloco discutirão possíveis medidas para garantir a manutenção das operações no Estreito de Ormuz.
Em meio à escalada da crise, o preço do petróleo continua em alta. O barril do tipo Brent, referência internacional, é negociado a cerca de 104,90 dólares.
Fonte: Com informações da CBN