Casos de infarto entre jovens crescem e preocupam especialistas em cardiologia

Hábitos de vida e novos fatores de risco elevam incidência da doença antes dos 40 anos

Por Dominic Ferreira,

O aumento dos casos de infarto em adultos com menos de 40 anos tem preocupado especialistas e acendido um alerta sobre a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce das doenças cardiovasculares. Dados do Ministério da Saúde apontam que as internações por infarto nessa faixa etária cresceram cerca de 180% desde 2000, cenário que, segundo especialistas, reflete mudanças no estilo de vida e o surgimento de novos fatores de risco.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOk

Tradicionalmente associado ao envelhecimento, o infarto passou a atingir cada vez mais pessoas jovens. De acordo com o cardiologista e professor da pós-graduação em Cardiologia da Afya Educação Médica Teresina, Dr. Mauro Guimarães, além dos fatores clássicos, como hipertensão, colesterol elevado, diabetes, tabagismo e histórico familiar, a medicina passou a identificar outras condições que favorecem o desenvolvimento precoce da doença, entre elas processos inflamatórios crônicos, doenças autoimunes, alterações genéticas e o uso de esteroides anabolizantes.

O especialista destaca ainda que hábitos alimentares inadequados, marcados pelo consumo frequente de alimentos ultraprocessados e ricos em gordura e açúcar desde a infância, contribuem para acelerar o processo de aterosclerose e aumentar o risco de síndrome coronariana aguda. Segundo ele, esse novo perfil de pacientes exige que médicos e demais profissionais da saúde estejam atentos aos sinais de alerta, como dor no peito, alterações no eletrocardiograma e exames laboratoriais, mesmo quando o paciente não apresenta o perfil considerado tradicional para o infarto.

Para Mauro Guimarães, a rápida evolução da medicina torna indispensável a atualização constante dos profissionais de saúde. O cardiologista lembra que novos estudos e tratamentos surgem continuamente, como medicamentos inicialmente desenvolvidos para diabetes que hoje também apresentam benefícios cardiovasculares. Segundo ele, acompanhar as evidências científicas mais recentes permite oferecer diagnósticos mais precisos, tratamentos mais eficazes e melhores resultados aos pacientes, diante do crescimento das doenças cardíacas entre pessoas cada vez mais jovens.

Fonte: Ícone Comunicação

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