Caminhoneiros ameaçam greve contra alta no diesel

Categoria critica reajuste e cobra medidas para conter custos

Por Viviane Setragni,

Caminhoneiros voltaram a ameaçar uma paralisação nacional após novo aumento no preço do diesel, reacendendo a tensão no setor de transporte de cargas. A insatisfação da categoria está ligada ao impacto direto do combustível nos custos da atividade, considerada essencial para o abastecimento do país.

Foto: Miguel Schincariol/Getty Imagesok

Segundo lideranças do movimento, a alta recente no valor do diesel compromete ainda mais a rentabilidade dos profissionais, especialmente dos autônomos. Representantes afirmam que o reajuste, embora aparentemente pequeno, gera aumento significativo nas despesas mensais, devido ao alto consumo de combustível pelos veículos.

A possibilidade de greve pode se concretizar em curto prazo, caso não haja resposta do governo federal. Há indicativos de que a paralisação, inicialmente prevista para uma data futura, pode ser antecipada diante do cenário atual.

Entre as principais reivindicações está a criação de mecanismos que garantam maior previsibilidade nos preços dos combustíveis e a implementação efetiva de um piso mínimo para o frete. De acordo com caminhoneiros, o valor pago pelo transporte não acompanha os aumentos sucessivos do diesel, o que torna a atividade financeiramente inviável.

A categoria também demonstra insatisfação com a representação institucional e afirma que parte das lideranças em diálogo com o governo não reflete a realidade dos profissionais que atuam nas estradas.

O tema gera preocupação no setor produtivo e no governo, diante do histórico recente. Em 2018, uma greve nacional de caminhoneiros provocou desabastecimento de combustíveis e alimentos, além de impactos significativos na economia brasileira.

A Petrobras, responsável pelos reajustes, afirma que sua política de preços segue parâmetros internacionais, como a variação do petróleo e do câmbio. Ainda assim, a pressão por mudanças no modelo volta ao centro do debate com a nova ameaça de paralisação.

Fonte: Veja

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