Caminhoneiros aguardam governo antes de decidir sobre greve
Categoria cobra medidas para conter custos e evitar paralisação.
Caminhoneiros em todo o país aguardam a adoção de medidas prometidas pelo governo federal antes de decidir sobre a possibilidade de uma nova greve. A categoria mantém o estado de alerta diante do aumento dos custos operacionais, especialmente com combustíveis, e cobra soluções que garantam maior previsibilidade para a atividade.
Representantes dos transportadores afirmam que o posicionamento do governo, por meio do ministro dos Transportes, Renan Filho, será determinante para definir os próximos passos. A expectativa é que medidas voltadas à redução de custos e ao equilíbrio do setor sejam apresentadas nos próximos dias.
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Entre as principais demandas estão a revisão da política de preços dos combustíveis e o cumprimento efetivo do piso mínimo do frete. Segundo caminhoneiros, a defasagem entre o valor pago pelo transporte e os custos da operação tem pressionado a renda dos profissionais, principalmente dos autônomos.
A possibilidade de paralisação preocupa o setor produtivo, que teme impactos no abastecimento e na logística nacional. O histórico recente de mobilizações da categoria, como a greve de 2018, ainda é lembrado como um exemplo dos efeitos econômicos de uma interrupção no transporte de cargas.
O governo federal tem sinalizado disposição para dialogar com representantes do setor e buscar alternativas que evitem uma nova crise. No entanto, lideranças dos caminhoneiros afirmam que aguardam medidas concretas antes de descartar a paralisação.
A decisão final deve ser tomada após a apresentação das propostas prometidas. Até lá, o cenário permanece indefinido, com a categoria dividida entre a expectativa por soluções e a possibilidade de intensificar a pressão por meio de uma greve nacional.
Fonte: Com informações da Gazeta do Povo