Feminicídios batem recorde no Brasil sob governo Lula e crescem 4,7%
País registra 1.568 mulheres assassinadas em 2025, maior número da década
O Brasil atingiu, segundo dados do último ano de 2025, o maior número de feminicídios da última década, em meio ao terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando houve 1.492 casos.
Os dados, divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reforçam uma tendência de crescimento contínuo desse tipo de crime no país, mesmo após anos de políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.
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A série histórica, iniciada em 2015 — ano em que o feminicídio foi tipificado no Código Penal —, mostra uma escalada consistente. Naquele ano, foram registrados 449 casos. Desde então, os números avançaram quase de forma ininterrupta: 929 em 2016, 1.075 em 2017, 1.229 em 2018, 1.330 em 2019 e 1.354 em 2020.
Após leve recuo em 2021, com 1.347 registros, os casos voltaram a subir: 1.455 em 2022, 1.475 em 2023, 1.492 em 2024, até alcançar o recorde de 2025.
Ao todo, desde a criação da lei, pelo menos 13.703 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil. O levantamento considera dados de boletins de ocorrência das polícias civis e informações das secretarias estaduais de segurança.
Especialistas apontam que parte do aumento ao longo dos anos pode estar relacionada à melhoria na identificação e classificação dos casos. Ainda assim, o crescimento contínuo dos números evidencia que o problema permanece estrutural e longe de solução.
Outro dado relevante é o aumento da proporção de feminicídios em relação ao total de homicídios dolosos de mulheres. Esse índice saltou de 9,4% em 2015 para mais de 40% nos anos recentes, indicando maior reconhecimento desse tipo de crime pelas autoridades.
Fonte: Portal AZ