Projeção de inflação para 2026 sobe para 3,9%, indica BC

Conflito no Oriente Médio eleva previsão de inflação, diz BC.

O Banco Central ajustou suas expectativas em relação à inflação de 2026, elevando a estimativa para 3,9%. Essas informações foram detalhadas no Relatório de Política Monetária, divulgado na quinta-feira, 26, documento publicado trimestralmente.

De acordo com o BC, a tendência de alta na inflação está sendo impulsionada principalmente pelo aumento nos preços do petróleo. Esta alta é em parte atribuída às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio, além das ações iranianas no Estreito de Ormuz.

Na edição anterior do relatório, lançada em dezembro do ano passado, a projeção do BC para a inflação de 2026 era de 3,5%.

Além das expectativas inflacionárias, o Banco Central manteve a projeção de crescimento econômico, com o PIB previsto para crescer 1,6% em 2026. No entanto, o BC ressaltou que esse crescimento está cercado de incertezas devido aos possíveis efeitos dos conflitos no Oriente Médio.

O relatório também destaca que a inflação deverá continuar subindo até o final de 2026, para, em seguida, iniciar uma trajetória de queda até 2027. Apesar disso, ela deve permanecer acima da meta estabelecida.

“Após encerrar 2025 em 4,3%, a inflação acumulada em quatro trimestres deve cair para 3,6% no primeiro trimestre de 2026. Em seguida, espera-se uma nova alta, principalmente pelo aumento dos preços do petróleo, fechando 2026 em 3,9%. A partir daí, a tendência é de queda, chegando a 3,1% no terceiro trimestre de 2028. No horizonte relevante de política monetária, no terceiro trimestre de 2027, a projeção de inflação é de 3,3%.”

Neste contexto, o Banco Central também revisou para cima a probabilidade de o IPCA ultrapassar o teto da meta de 4,5% em 2026. No relatório de dezembro, essa probabilidade era de 23%, enquanto na publicação atual foi ajustada para 30%.

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