Pesquisa aponta mulheres como principais cuidadoras de pessoas autistas no país

Estudo destaca sobrecarga feminina e desafios enfrentados no cuidado diário com TEA

Por Dominic Ferreira,

Uma pesquisa recente revelou que as mulheres são as principais responsáveis pelo cuidado de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), evidenciando a sobrecarga feminina nas tarefas de assistência familiar. O levantamento destaca que mães e outras familiares do sexo feminino costumam assumir a maior parte das responsabilidades relacionadas ao acompanhamento diário, tratamentos e rotinas das pessoas autistas. 

Foto: Ilustração/Simbolo AutismoTea

Os dados mostram que esse cenário faz parte de um contexto mais amplo no Brasil, onde cerca de 90% dos cuidadores informais são mulheres. Esse grupo é formado principalmente por mães, filhas e esposas, que muitas vezes precisam reorganizar a vida profissional e pessoal para atender às demandas de cuidado, frequentemente sem remuneração ou reconhecimento formal. 

O estudo também aponta que essa responsabilidade pode gerar impactos significativos na vida dessas mulheres, como interrupção dos estudos, redução da participação no mercado de trabalho e sobrecarga emocional. Segundo especialistas, a situação está relacionada a fatores culturais que historicamente associam às mulheres o papel de cuidadoras dentro das famílias. 

Diante desse cenário, pesquisadores defendem a ampliação de políticas públicas voltadas ao apoio de cuidadores, incluindo assistência psicológica, programas de suporte social e reconhecimento desse trabalho como atividade essencial. A expectativa é que medidas desse tipo contribuam para reduzir desigualdades e garantir melhores condições tanto para as pessoas com autismo quanto para quem assume o papel de cuidado. 

Fonte: Agência Brasil

Comente

Pequisar