PF investiga invasão que disparou alertas falsos da Defesa Civil
Ataque comprometeu sistema nacional e enviou mensagens indevidas a milhões de celulares
A Polícia Federal abriu uma investigação preliminar para apurar a invasão do sistema Defesa Civil Alerta, responsável pelo envio de notificações de emergência à população. O incidente ocorreu na madrugada deste sábado (20) e resultou no disparo de alertas falsos para celulares de diferentes regiões do país.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a principal hipótese é de um ataque hacker. A plataforma foi retirada do ar por volta de 1h30, logo após a identificação da atividade irregular, como medida preventiva para evitar novos envios indevidos.
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As mensagens foram classificadas como alertas extremos e continham a palavra “misantropia” e variações do termo, sem qualquer relação com situações reais de risco. De acordo com o governo, dez notificações falsas foram emitidas, sendo nove por meio da tecnologia Cell Broadcast e uma via SMS.
Embora o número exato de pessoas afetadas ainda não tenha sido calculado, autoridades estimam que milhões de celulares receberam os alertas. Registros do incidente foram identificados em pelo menos sete unidades da federação.
O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou que os indícios apontam para uma ação criminosa voltada à invasão da plataforma. Segundo ele, o sistema permanecerá suspenso até que sejam concluídas medidas de segurança, incluindo a troca de credenciais de acesso e verificações técnicas para impedir novas ocorrências.
A tecnologia Cell Broadcast é utilizada para transmitir alertas emergenciais diretamente aos aparelhos conectados às antenas de telefonia em determinada área, sem necessidade de internet ou cadastro prévio dos usuários. Por essa razão, qualquer uso indevido da ferramenta pode alcançar um grande número de pessoas em poucos segundos.
Além da investigação conduzida pela Polícia Federal, o governo informou que já trabalhava no desenvolvimento de uma nova versão da plataforma, com mecanismos adicionais de proteção digital. Ainda não há previsão para a implementação do sistema.
Entre os possíveis crimes analisados pelas autoridades estão invasão de dispositivo informático, interrupção de serviço de utilidade pública, perturbação de sistemas de comunicação e falsidade ideológica. As circunstâncias do ataque e a identificação dos responsáveis serão apuradas ao longo da investigação.
Fonte: Com informações do G1