Campanha busca preservar legado feminino que marcou a história da cajuína no Pia

Projeto arrecada recursos para livro e documentário sobre Maria Portela Veloso

Por Dominic Ferreira,

A trajetória de uma das pioneiras da produção e comercialização da cajuína no Brasil está no centro da campanha de financiamento coletivo "Cajuína: substantivo feminino", lançada na plataforma Benfeitoria. A iniciativa pretende arrecadar recursos para a publicação de um livro e a produção de um documentário que resgatam a história de Maria Portela Veloso, conhecida como Dona Maricas, responsável por protagonizar um importante capítulo da tradição da bebida em Valença do Piauí, no Vale do Sambito. O projeto também busca reconhecer o papel das mulheres na preservação desse patrimônio cultural brasileiro.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOk
Foto: Reprodução | DivulgaçãoMaria Portela Veloso
Maria Portela Veloso

Idealizada pela jornalista e pesquisadora Sara Almeida Campos, mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural pela Universidade de Brasília, a pesquisa nasceu da conexão da autora com suas origens piauienses e de um amplo levantamento documental realizado com apoio do historiador Antonio José Mambenga. Segundo o estudo, foi em Valença do Piauí que surgiu o primeiro rótulo de cajuína do país, criado por Maria Portela Veloso, responsável por impulsionar a comercialização da bebida para estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco, consolidando sua relevância histórica.

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Além de contar a trajetória de Dona Maricas, o livro e o documentário irão destacar o trabalho de outras mulheres que mantêm viva a tradição da produção artesanal da cajuína, como Regina Lúcia Soares Barbosa, Helena Maria Rodrigues de Amorim, Maria José da Silva Freitas e Silmara de Souza Bezerra Oliveira. A pesquisadora afirma que também pretende mapear as artesãs da bebida em Valença do Piauí, reunindo informações atualizadas sobre essas produtoras e valorizando sua contribuição para a preservação da cultura local.

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A campanha funciona no modelo de metas estendidas e permite que pessoas físicas e empresas apoiem o projeto por meio de doações via Pix ou cartão de crédito, com contribuições que variam entre R$ 35 e R$ 800. Em troca, os apoiadores recebem recompensas como exemplares do livro, ecobags e agradecimentos nos créditos do documentário. 

Fonte: Portal AZ

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