Exportações para Argentina recuam em cenário tenso
Comércio com Argentina sofre impacto e tensões aumentam
As exportações do Brasil para a Argentina registraram uma queda de 18% nos últimos 12 meses, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Mesmo com essa retração, a Argentina continua sendo o terceiro maior destino dos produtos brasileiros, atrás apenas de China e Estados Unidos.
O cenário econômico argentino, marcado pelas reformas do presidente Javier Milei, contribuiu para essa redução no comércio bilateral. Em junho, as exportações brasileiras somaram US$ 1,3 bilhão, uma diminuição em relação aos US$ 1,6 bilhão do mesmo mês em 2025. Essa mudança reduziu a participação argentina nas exportações totais do Brasil de 5,6% para 3,7%.
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Tensões diplomáticas agravam situação
A queda nas exportações ocorre em meio a um agravamento das tensões entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Javier Milei. No último fim de semana, durante um evento político em São Paulo, Milei criticou Lula enquanto participava do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Diante das declarações de Milei, o governo brasileiro convocou o embaixador argentino Daniel Raimondi para expressar seu descontentamento. As trocas de farpas continuaram nas redes sociais e elevaram ainda mais o tom entre os dois países.
Setor automotivo mantém liderança no comércio
A indústria automotiva permanece como a base das transações comerciais entre Brasil e Argentina. Os principais produtos exportados pelo Brasil incluem veículos de passageiros (US$ 223 milhões), partes e acessórios para veículos (US$ 105 milhões) e máquinas elétricas (US$ 34 milhões).
No sentido inverso, as importações brasileiras de produtos argentinos cresceram 3,8% em junho. Os produtos mais adquiridos foram veículos para transporte de mercadorias e automóveis de passageiros.