STJ mantém Nardoni e Jatobá em regime aberto

Tribunal rejeita recurso por falta de pagamento de taxas

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá no regime aberto. A decisão da 5ª Turma foi proferida após rejeitar um recurso que pedia o retorno do casal à prisão, devido ao não pagamento das custas processuais pela Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, responsável pelo pedido.

A associação, liderada por Agripino Magalhães Júnior, suplente de deputado estadual em São Paulo, apontou possíveis irregularidades no cumprimento das penas de Nardoni e Jatobá. Questionamentos sobre a rotina de trabalho e o endereço informado à Justiça foram levantados.

Um abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas, originado por moradores de São Paulo e Barueri, também foi mencionado. Esses cidadãos relatam incômodo com a presença dos condenados na região.

O advogado Angelo Carbone, que representa a associação, declarou que a convivência com Nardoni tem gerado tensão entre os vizinhos em Santana, na capital paulista. "Ele estava causando problemas no bairro", afirmou Carbone.

A mãe da vítima, Ana Carolina Oliveira, expressou nas redes sociais seu descontentamento com a liberdade do casal. Ela reforçou o desejo de que ambos retornem à prisão.

Em 2008, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram condenados pelo homicídio triplamente qualificado da menina Isabella Nardoni. O crime ocorreu no apartamento onde Alexandre vivia em São Paulo. Desde então, ambos passaram pelo regime semiaberto até alcançarem o regime aberto recentemente.

Nova investigação

Além do recurso ao STJ, a Associação do Orgulho LGBTQIAPN+ apresentou uma nova representação ao Ministério Público de São Paulo solicitando a reabertura das investigações sobre a morte de Isabella. A entidade afirma ter recebido informações sobre supostos privilégios concedidos a Jatobá enquanto esteve presa e uma versão alternativa do crime contada por ela.

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