PL terá maior bancada do Congresso desde a Constituição de 1988
Partido elegeu 121 deputados e 28 senadores e supera marcas históricas
O Partido Liberal (PL) terá, a partir de 2027, a maior bancada de um único partido nas duas Casas do Congresso Nacional desde a Constituição de 1988. A legenda elegeu 121 deputados federais e 28 senadores nas eleições de 2026.
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O resultado também representa a maior bancada de um partido desde a primeira eleição direta realizada no Brasil após o fim da Ditadura Militar. Na Câmara dos Deputados, a marca supera o resultado obtido pelo MDB, então chamado PMDB, que elegeu 260 deputados em 1986. No Senado, o recorde do partido ocorreu em 1999, quando a legenda tinha 27 parlamentares.
A composição da próxima legislatura ainda pode sofrer algumas alterações. O cálculo já considera, porém, duas mudanças definidas: os senadores Cleitinho, do Republicanos, eleito governador de Minas Gerais, e Sergio Moro, do PL, eleito governador do Paraná.
Cleitinho será substituído pelo suplente Alex Diniz, do PL. No lugar de Sergio Moro, assumirá Luís Felipe Cunha, do União. Atualmente, o Senado também tem um parlamentar sem partido, Romário, que foi filiado ao PL até este ano.
Antes das eleições de 2026, o PL já tinha a maior bancada nas duas Casas, mas com números menores. Eram 99 deputados federais e 15 senadores.
Desde a eleição de 1990, o partido que mais se aproximou do resultado alcançado pelo PL em 2026 foi o próprio MDB. Naquele ano, a legenda elegeu 108 deputados federais.
Na Câmara, a segunda maior bancada da próxima legislatura será formada pela aliança entre PT, PCdoB e PV, com 88 eleitos. Em seguida aparece a coligação entre União e PP, com 87 deputados.
No Senado, depois do PL, a maior bancada será a aliança entre União e PP, com 11 parlamentares. O PT ficará na terceira posição, com nove senadores.
O primeiro turno das eleições de 2026 também registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto a votar. Foi a maior taxa de abstenção em um primeiro turno desde 1998, quando o índice chegou a 21,5%.
O eleitorado apto neste ano foi de 158,7 milhões de pessoas, enquanto cerca de 125 milhões compareceram às urnas. Além dos eleitores que não votaram, 2,3 milhões registraram voto em branco e 3,7 milhões anularam o voto.
Os votos brancos e nulos não interferem diretamente na definição do resultado. Pela legislação eleitoral, somente os votos válidos, destinados aos candidatos, são considerados para definir os vencedores nas eleições majoritárias.
Com a disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva encaminhada para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, a participação dos eleitores que não compareceram à primeira votação passa a ser um dos dados relevantes da nova etapa da eleição.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, afirmou que a Corte pretende intensificar as ações para reduzir a abstenção. Segundo ele, um índice superior a 20% está acima do desejado pela Justiça Eleitoral e será necessário aperfeiçoar os mecanismos disponíveis para estimular o comparecimento às urnas.
A taxa de 2026 supera a registrada no primeiro turno de 2022, quando 20,95% dos eleitores deixaram de votar. A série histórica mostra ainda uma tendência de crescimento da abstenção nas últimas eleições, colocando a participação eleitoral entre os desafios para o segundo turno.
Fonte: CBN