Mercado eleva previsão de inflação para 5,01% em 2026
Estimativa para o IPCA subiu pela terceira semana seguida, segundo o Boletim Focus
A projeção do mercado financeiro para a inflação oficial em 2026 subiu de 4,99% para 5,01%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central. Esta foi a terceira alta consecutiva da estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país.
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Para 2027, a expectativa para a inflação caiu de 4,31% para 4,30%. Para 2028, a projeção foi mantida em 3,8%.
Em relação ao crescimento da economia, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,86% para 1,85% em 2026. Para 2027, a estimativa recuou de 1,41% para 1,40%. Já para 2028, passou de 1,83% para 1,81%.
A projeção para a cotação do dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a expectativa também foi mantida, em R$ 5,28, enquanto para 2028 continuou em R$ 5,30.
A previsão do mercado para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 13,5% ao ano no fim de 2026. Para 2027, os analistas mantiveram a estimativa em 12% ao ano. Para 2028, a projeção ficou estável em 10,5% ao ano.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumenta a taxa básica, o objetivo é conter a demanda, já que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Com menor consumo e investimento, a tendência é reduzir as pressões sobre os preços.
Quando a Selic é reduzida, o Banco Central busca estimular a atividade econômica. Juros menores facilitam o acesso ao crédito e incentivam a produção e o consumo, mas também podem aumentar as pressões inflacionárias.
Desde janeiro de 2025, o país adota o sistema de meta contínua de inflação. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a inflação é considerada dentro da faixa quando fica entre 1,5% e 4,5%.
A projeção do mercado para a inflação de 2026, de 5,01%, permanece acima do limite superior de 4,5% estabelecido para a meta.
Fonte: Agência Brasil