Especialista orienta famílias sobre como proteger crianças na internet

Cuidados com senhas, dados pessoais e contatos desconhecidos ajudam a prevenir golpes e ameaças digitais

Por Redação,

O uso de celulares, jogos on-line, redes sociais e plataformas de vídeos faz parte da rotina de muitas crianças e adolescentes, mas a presença cada vez maior no ambiente digital também exige atenção das famílias. Entre os principais riscos estão a exposição excessiva de informações pessoais, o contato com desconhecidos, os golpes virtuais e o acesso a conteúdos inadequados para a idade. Diante desse cenário, o coordenador do curso de Tecnologia da Informação (TI) da Estácio, Hériclys Borges, orienta que a segurança digital seja trabalhada desde os primeiros contatos com a internet, por meio de acompanhamento e educação, e não apenas com a proibição do acesso.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOk

Entre as principais recomendações estão a criação de senhas longas e diferentes para cada serviço, o uso de gerenciadores de senhas e a ativação da autenticação em dois fatores sempre que disponível. O especialista também alerta para os cuidados com informações como nome completo, endereço, escola e localização, que não devem ser compartilhadas indiscriminadamente. Senhas, códigos recebidos por mensagens e dados financeiros nunca devem ser enviados a terceiros. Além disso, os responsáveis precisam conhecer os aplicativos utilizados pelos filhos e verificar as configurações de privacidade e os recursos de segurança oferecidos por cada plataforma.

Borges ressalta que o diálogo entre responsáveis e crianças é essencial para identificar possíveis situações de perigo. Crianças e adolescentes precisam se sentir à vontade para relatar mensagens suspeitas, abordagens de desconhecidos ou qualquer interação que provoque medo e desconforto. Por isso, o acompanhamento deve ser adequado à idade e incluir conversas sobre privacidade, respeito e responsabilidade nas redes. A orientação também ajuda os jovens a reconhecer tentativas de golpe, evitar o compartilhamento de conteúdos íntimos e compreender que nem todas as pessoas e informações encontradas na internet são confiáveis.

Segundo o especialista, a educação digital deve acompanhar o desenvolvimento e a autonomia dos filhos, já que os riscos mudam conforme eles passam a utilizar novas redes sociais, jogos e plataformas. Ferramentas como controles parentais, configurações de privacidade e autenticação em dois fatores contribuem para a proteção, mas não substituem a orientação familiar. A recomendação é que os responsáveis mantenham uma participação ativa na vida digital dos filhos, atualizem as orientações conforme a idade e criem um ambiente de confiança para que possíveis problemas sejam comunicados sem medo de punição. Dessa forma, a prevenção combina recursos tecnológicos, supervisão e educação para um uso mais seguro da internet.

Fonte: Ícone Comunicação

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