Por que enquanto algumas empresas crescem, outras entram em falência?

O contexto, com certeza, está muito desafiador, mas existe um fator que faz a diferença que é a capacidade de antecipação e a assertividade da estratégia, alerta Gilberto de Souza

Por Redação do Portal AZ,

Segundo o Monitor RGF-BIZDOC, plataforma de dados e inteligência de mercado, o Brasil teve um recorde de 6.341 empresas em recuperação judicial no primeiro semestre de 2026. Segundo o Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, o Brasil teve um recorde histórico de 84,2 milhões de inadimplentes em setembro de 2026.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOk
Esses são apenas alguns dos dados que ajudam a entender como o cenário do nosso país está bastante desafiador e em um mesmo cenário econômico, empresas de determinados setores conseguem aumentar suas operações, enquanto concorrentes têm dificuldades para equilibrar as contas, perdem participação de mercado ou chegam à falência.
Esse contraste pode ser observado em diferentes segmentos, como o farmacêutico, o financeiro, o agronegócio e o mercado da moda. Mas, se todas estão sujeitas às mesmas condições externas da economia e da política, por exemplo, por que os resultados são tão diferentes?
Para o consultor sênior Gilberto de Souza, pós-graduado em Desenvolvimento Gerencial e mestrando em Neurociências, a resposta precisa ser procurada no contexto interno, principalmente na capacidade de interpretar o cenário e tomar decisões estratégicas.
“O contexto, com certeza, está muito desafiador, mas o fator que faz a diferença é a capacidade de antecipação e a assertividade da estratégia. As empresas que conseguem interpretar adequadamente o ambiente e se preparar para as mudanças têm melhores condições de direcionar suas decisões”, afirma.
O mesmo mercado, resultados diferentes
O setor farmacêutico ilustra bem essa diferença. Enquanto algumas redes de farmácias conseguem crescer, outras perdem participação de mercado e algumas enfrentam processos de falência. Na indústria farmacêutica, também existem empresas que ampliam suas operações e outras que encontram dificuldades para manter o equilíbrio financeiro.
O mesmo acontece no mercado financeiro, no agronegócio e no setor da moda. Para Gilberto de Souza, esses exemplos mostram que o segmento de atuação influencia os resultados, mas não explica sozinho o desempenho de uma empresa.
“Temos clientes do Agro que vivem essa mesma situação, clientes do mercado da Moda também. E em todos os casos, a estratégia diz muito sobre os resultados. A realidade do segmento influencia, claro, mas a leitura de contexto e a direção estratégica impactam significativamente”, destaca.
A capacidade de antecipação
Uma das principais diferenças entre empresas que conseguem se adaptar e aquelas que enfrentam dificuldades recorrentes está na maneira como interpretam as mudanças do mercado. Antecipar tendências, identificar riscos, compreender o comportamento dos consumidores e avaliar a própria capacidade operacional são aspectos que ajudam a orientar decisões.
Quando a liderança não consegue reconhecer transformações importantes, a empresa pode insistir em estratégias que já não correspondem à realidade. Isso pode comprometer investimentos, competitividade e sustentabilidade financeira.
“Não basta reagir quando o problema já compromete os resultados, a empresa precisa olhar para o ambiente em que está inserida, compreender o que está mudando e tomar decisões coerentes com essa realidade. Mas antecipar é diferente de especular, a antecipação está diretamente ligada à análise de dados e tendências fortes, não apenas uma projeção de esperança, é fundamental fazer esta diferenciação, existem várias formas de interpretar um cenário, mas os dados não mentem”, explica.
Os resultados também dependem das pessoas
A capacidade de uma organização não está restrita ao capital financeiro disponível, à estrutura ou ao segmento em que atua. A experiência, a visão estratégica e a qualidade das decisões das pessoas que a compõem também influenciam diretamente seu desempenho.
É nesse sentido que o consultor costuma destacar uma relação entre a capacidade de uma empresa e a capacidade de seus profissionais. Uma liderança preparada para interpretar informações, avaliar cenários e corrigir rotas pode contribuir para decisões mais consistentes e assertivas.
“Costumo brincar que a capacidade de uma empresa é proporcional à capacidade das pessoas que a compõem.
Uma organização pode estar em um setor promissor, mas, se não tiver pessoas preparadas para interpretar o cenário e definir os caminhos, poderá enfrentar dificuldades”, afirma Gilberto de Souza, cofundador da Nortus, referência em desenvolvimento humano global.
A crise explica tudo?
Apesar dos fatores econômicos e políticos terem impacto sobre os negócios, atribuir todos os resultados negativos à crise pode impedir que gestores reconheçam falhas internas. A análise do ambiente externo é necessária, mas precisa vir acompanhada de uma avaliação das decisões tomadas pela própria organização.
“O contexto é sempre uma boa justificativa para não assumir a responsabilidade pela definição de uma estratégia ineficiente. É preciso reconhecer quando as decisões não foram adequadas e ter disposição para rever o planejamento”, conclui Gilberto de Souza.
Sobre a Nortus
A Nortus é uma Instituição de Desenvolvimento Humano Global e Organizacional sediada em Campinas que atua no desenvolvimento humano e organizacional sob perspectiva sistêmica e metassistêmica. Com mais de 16 anos de experiência, a empresa destaca-se por integrar ciência, gestão e consciência, utilizando metodologias próprias como a Tecnologia Comportamental Metassistêmica para impulsionar resultados por meio do aumento da consciência e transformação comportamental de líderes e equipes.
Pioneira no Brasil com o seu Neurotraining Lab, utiliza tecnologia neurocientífica para desenvolver competências comportamentais. Com parcerias internacionais, mantém colaborações de estudos e pesquisas, promovendo a contemporaneidade de suas soluções e sua equipe atualizada. Com uma estrutura auto-organizadora e sem hierarquias tradicionais, a Nortus promove uma cultura de evolução contínua, equilibrando performance empresarial com impacto social e ambiental.
--
Sobre o Dr. Gilberto de Souza
Gilberto de Souza é cofundador da Nortus e atua nos circuitos educacional, administrativo e no desenvolvimento de novas soluções em desenvolvimento humano. É cocriador do Modelo Metassistêmico e da TCM Tecnologia Comportamental Metassistêmica, além de consultor sênior de executivos C-Level.
Administrador de empresas, com pós graduações em Desenvolvimento Gerencial, Marketing e Psicologia Positiva, é executive coach com formação internacional. Coautor de “Organizações Auto-organizadoras”, soma mais de 20 anos de atuação, tendo impactado mais de 200 mil pessoas e acompanhado individualmente mais de mil executivos.

Fonte: Portal AZ

Comente

Pequisar