Setor de cargas expressas teme alta tributária com reforma
Imposto sobre carga expressa pode chegar a 117%
A elevação da alíquota da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) acima do esperado gera preocupação no setor de cargas expressas internacionais. A diretora-executiva da Abraec, Lara Gurgel, destacou que a carga tributária pode ultrapassar 100%, afetando significativamente os custos do setor.
Na última semana, o TCU (Tribunal de Contas da União) estabeleceu uma alíquota de referência para a CBS em 11,3%, superando as expectativas das empresas que estimavam valores entre 9% e 9,25%, baseadas na atual tributação de PIS/Cofins.
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Com a implementação completa da reforma, a carga tributária do setor pode atingir 108%. Durante a transição, período em que o ICMS ainda será cobrado, esse percentual pode chegar a 117%. Gurgel ressalta que isso pressionará os preços ao consumidor devido às margens estreitas das empresas.
A executiva também menciona que as empresas não devem contar com créditos tributários para compensar o aumento dos custos. Assim, parte do acréscimo dos tributos deverá ser repassada aos preços dos serviços.
Alternativas em discussão
Para mitigar o impacto tributário, o setor busca junto ao governo alternativas como a revisão dos tributos sobre importações. Uma das propostas é reavaliar a incidência da CBS sobre cargas expressas, uma vez que elas atualmente não pagam PIS/Cofins.
Outra sugestão envolve manter isenção para remessas até US$ 50 e reduzir o imposto para compras acima desse valor. O decreto recente permite que o governo reduza essa alíquota para até 30%, mas depende de decisão da Receita Federal ou do Ministério da Fazenda.
Essas medidas são vistas como formas de aliviar a pressão fiscal que poderá ser intensificada pela reforma tributária planejada para iniciar em janeiro de 2027.