MP apura relatos de mortes na espera por cirurgia cardíaca no HUT

Hospital terá de informar quantos pacientes aguardam transferência e explicar obstáculos ao atendimento

Por Redação do Portal AZ,

O Ministério Público do Piauí abriu um procedimento para apurar dificuldades de acesso a cirurgias cardíacas de alta complexidade por pacientes internados no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). A manifestação que motivou a medida relata possíveis mortes durante a espera em 2026 e aponta que pacientes estariam sem conseguir transferência para hospitais de referência ou autorização para tratamento fora do estado.

Foto: Reprodução/InternetHospital de Urgência de Teresina (HUT)
Hospital de Urgência de Teresina (HUT)

Segundo a portaria, as tentativas de encaminhamento ao Hospital Getúlio Vargas (HGV) e ao Hospital Universitário (HU) não teriam avançado porque determinados procedimentos, devido à complexidade, não seriam realizados nessas unidades. Ao mesmo tempo, pedidos de Tratamento Fora de Domicílio (TFD) estariam sendo negados sob a justificativa de que o Piauí possui hospitais habilitados para cirurgias cardíacas.

É essa aparente contradição que o MP pretende esclarecer. A existência de unidades habilitadas, conforme aponta o documento, pode não assegurar o acesso ao procedimento específico de que cada paciente necessita. A apuração deverá identificar quem enfrenta dificuldades para obter atendimento e quais alternativas foram buscadas diante das recusas.

O promotor Marcelo de Jesus Monteiro Araújo, da 29ª Promotoria de Justiça de Teresina, requisitou ao HUT informações em um prazo de 15 dias. O hospital deverá apresentar a quantidade de pacientes que aguardam transferência, as datas de indicação das cirurgias e de inclusão na regulação, os destinos pretendidos e a situação de cada solicitação. Os dados pessoais e médicos serão encaminhados em expediente de acesso restrito.

A unidade também deverá informar se houve mortes de pacientes enquanto aguardavam transferência para cirurgia cardíaca neste ano. Caso existam registros, o MP solicita detalhes sobre os procedimentos indicados, o período de espera e as medidas assistenciais adotadas. A portaria não informa quantos óbitos teriam ocorrido nem estabelece relação entre eventuais mortes e a demora no atendimento.

Fonte: Portal AZ

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