ONU inicia operação para retirar 11 mil marinheiros do Golfo Pérsico

Plano prevê escoamento seguro de navios retidos após acordo que encerrou conflito na região.

Por Redação Portal AZ,

A Organização Marítima Internacional (OMI), agência da Organização das Nações Unidas voltada ao transporte marítimo, anunciou uma operação especial para retirar mais de 11 mil marinheiros que permanecem em embarcações retidas no Golfo Pérsico após meses de instabilidade provocados pelo conflito entre Estados Unidos e Irã.

Foto: ReproduçãoOperação da ONU busca liberar navios e retirar marinheiros retidos no Golfo Pérsico.
Operação da ONU busca liberar navios e retirar marinheiros retidos no Golfo Pérsico.

A iniciativa também busca garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio internacional e o transporte de petróleo. Segundo a OMI, o elevado número de embarcações acumuladas na região exige um esquema excepcional de coordenação para evitar riscos à navegação.

De acordo com o secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, a operação será conduzida em cooperação com os países da região, incluindo Irã e Omã, além dos Estados Unidos e representantes da indústria marítima. A agência informou que realizou avaliações de segurança para permitir a retomada gradual do tráfego de forma controlada.

O anúncio ocorre cerca de uma semana após a assinatura de um acordo de paz provisório entre Washington e Teerã, que interrompeu mais de três meses de confrontos e abriu caminho para a reativação das rotas marítimas afetadas pela guerra.

Apesar da reabertura do estreito, persistem divergências sobre as regras de circulação na região. Autoridades iranianas afirmaram que o número de embarcações autorizadas a atravessar Ormuz poderá variar diariamente conforme as condições de segurança. O tema não foi detalhado no acordo firmado entre os dois países.

O controle da via marítima também segue em debate. Irã e Omã sinalizaram interesse em discutir mecanismos de administração conjunta do estreito, incluindo possíveis cobranças relacionadas aos serviços prestados na região. Enquanto isso, o fluxo de navios voltou a crescer nos últimos dias, alcançando os níveis mais altos desde o início do conflito.

A expectativa da OMI é que a operação contribua para normalizar o transporte marítimo internacional e reduzir os impactos econômicos causados pela retenção de embarcações em uma das principais rotas comerciais do planeta.

Fonte: Com informações do G1

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