Alta dos combustíveis provoca protestos ao redor do mundo
Síria, Guatemala, Portugal, França e Filipinas registraram manifestações contra os preços
O aumento dos preços dos combustíveis provocado pela alta do petróleo já desencadeou protestos em diferentes partes do mundo. Síria, Guatemala, Portugal, França e Filipinas registraram manifestações, bloqueios de estradas ou greves diante do impacto dos custos de energia sobre famílias, trabalhadores e empresas.
A pressão se intensificou após o petróleo ultrapassar US$ 100 por barril na semana passada. Segundo o texto, novos ataques dos Estados Unidos contra petroleiros iranianos no Golfo e a retomada dos combates no Iêmen ameaçam rotas de navegação e contribuíram para a elevação dos preços.
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Nos Estados Unidos, a alta também elevou o preço da gasolina e aumentou a preocupação com os custos do óleo usado para aquecimento durante o inverno. Analistas citados pela reportagem projetam aumento de 30% nesse tipo de combustível em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã.
Síria registra manifestações e bloqueios
Na Síria, a elevação dos combustíveis no fim de semana provocou protestos em várias regiões. O diesel passou temporariamente a custar 175 libras sírias (US$ 1,43) por litro, alta de aproximadamente 40%. A gasolina subiu mais de 25%.
O Ministério da Energia atribuiu os reajustes à valorização dos combustíveis no mercado internacional e à manutenção da refinaria de Baniyas, que aumentou a dependência síria de importações.
Parte das manifestações ocorreu de forma pacífica. No domingo (13), porém, manifestantes bloquearam a rodovia entre Hasaka e Deir ez-Zor, queimaram pneus e impediram a passagem de caminhões-tanque, segundo a ACLED.
O descontentamento envolve não apenas o preço dos combustíveis, mas também a queda do poder de compra e problemas na prestação de serviços. De acordo com a análise citada pela reportagem, as reivindicações passaram a incluir pedidos de reversão das medidas e saída de autoridades do governo.
Guatemala tem estradas bloqueadas
Na Guatemala, caminhoneiros e outros grupos bloquearam rodovias e provocaram danos em diferentes pontos do país durante protestos contra a alta dos combustíveis.
Na capital, manifestações também ocorreram de forma pacífica. O Congresso discute um projeto que prevê limitar os preços até o fim do ano. A proposta ainda tramita no Legislativo e prevê subsídio do governo aos importadores caso o valor dos combustíveis ultrapasse o teto definido.
O presidente do Congresso, Luis Contreras Colindres, defendeu uma resposta conjunta das instituições e afirmou que os preços já produzem impacto nas finanças da população.
Portugal anuncia medidas após manifestação
Em Espinho, cerca de 80 pessoas participaram de um protesto no sábado (12) contra a alta do gás e o custo de vida. A manifestação foi organizada por empresários locais e terminou em frente à residência do primeiro-ministro Luís Montenegro.
A Liga Portuguesa dos Bombeiros também alertou que o aumento dos combustíveis está pressionando as corporações voluntárias, que enfrentam dificuldades para absorver os custos.
Na segunda-feira, o governo português anunciou medidas para reduzir os efeitos da alta sobre transportadores de mercadorias, taxistas, bombeiros e o setor social.
Pescadores bloqueiam depósito na França
Na França, cerca de 50 pescadores bloquearam na terça-feira (15) um importante depósito de combustíveis em Fos-sur-Mer, no sul do país.
O bloqueio durou várias horas e terminou com um breve confronto entre manifestantes e policiais. O prefeito Philippe Maurizot afirmou que o setor pesqueiro atravessa uma crise que exige resposta do Estado.
Entre as reclamações estão o aumento dos custos, a alta dos combustíveis, restrições à atividade, rendimentos insuficientes e falta de previsibilidade.
Greve atinge transporte nas Filipinas
Nas Filipinas, trabalhadores do grupo de transporte Manibela iniciaram uma greve na segunda-feira para protestar contra o aumento dos combustíveis. Eles pedem subsídios do governo e redução dos impostos sobre produtos petrolíferos.
As empresas do setor anunciaram novos reajustes, que entraram em vigor na terça-feira. A gasolina subiu 5,68 pesos por litro, enquanto diesel e querosene também tiveram aumento.
Os reajustes afetam especialmente motoristas e famílias que já enfrentam meses de custos elevados. Em março, durante o agravamento da crise no país, moradores de Manila chegaram a marchar até o palácio presidencial contra a alta da energia.
Os protestos também envolveram estudantes ao longo do ano, em manifestações relacionadas ao aumento do custo de vida.
Fonte: CNN Brasil