Polícia prende no Rio suspeito do assalto ao Banco Central de Fortaleza em 2005

Átila Carlai da Luz, um dos criminosos mais procurados do país, foi capturado em São Paulo

Por Carlos Sousa,

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (8), Átila Carlai da Luz, considerado um dos criminosos mais procurados do Brasil e integrante do grupo que, em 2005, realizou o assalto ao Banco Central, em Fortaleza (CE). Na ação, a quadrilha perfurou um túnel durante três meses até alcançar o subsolo da instituição, de onde levou R$ 165 milhões, no que é considerado o maior roubo a banco do país.

Foto: Reprodução/PC-RJPolícia do Rio prende mais um integrante do assalto ao BC de Fortaleza
Polícia do Rio prende mais um integrante do assalto ao BC de Fortaleza

Monitorado há meses pelo Setor de Inteligência da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados, Átila foi localizado em um apartamento de alto padrão na zona nobre de São Paulo. Segundo as investigações, ele mantinha vínculos com facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro e participava de atividades ilícitas como tráfico de drogas e armas, fraudes bancárias, roubos de cargas, clonagem de veículos e corrupção em serviços públicos.

Para evitar a captura, o suspeito utilizava identidade falsa, com CPF ativo, carteira de motorista regular e empresa registrada no Paraná. Sua identificação foi confirmada por meio de análise biométrica, cruzamento de dados em sistemas federais e validação técnica pelo Instituto de Identificação Félix Pacheco.

No Rio, Átila já havia sido condenado duas vezes por fraudes em caixas eletrônicos e responde a um terceiro processo pelo mesmo crime. Em São Paulo, acumula antecedentes, incluindo a condenação a 32 anos de prisão por tráfico internacional de drogas, em um esquema que usava o Aeroporto Internacional de Guarulhos para envio de malas com cocaína à Europa. As cargas eram despachadas por meio de uma rede de funcionários e colaboradores corrompidos, com destino a Lisboa, Portugal, onde a droga era revendida por valores que multiplicavam o lucro da organização criminosa.

Fonte: Agência Brasil

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