Réus do plano golpista criticam falta de imparcialidade de Moraes

Defesas alegam suspeição e questionam condução do processo contra os acusados

Por Dominic Ferreira,

As defesas dos réus do “núcleo 1” da ação penal sobre a suposta trama golpista apresentaram alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (14), criticando a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes. Os acusados ressaltam que Moraes, figura como vítima no processo, não poderia atuar com isenção no julgamento.

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STFAlexandre de Moraes
Alexandre de Moraes

A defesa do general Augusto Heleno foi uma das mais enfáticas, argumentando que a continuidade de Moraes como relator põe em risco o devido processo legal e fere a presunção de inocência. Os advogados também destacam que o ministro teria excedido seus poderes ao fazer cerca de 330 questionamentos aos réus, comparado a apenas 61 perguntas feitas pelo procurador-geral, configurando “nulidade insanável”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, embora não tenha criticado diretamente a condução do ministro, apontou para a ausência de provas que o liguem à suposta ação “Punhal Verde e Amarelo”. Seus advogados argumentam que não há evidências concretas ou documentos que comprovem as acusações apresentadas contra ele no processo.

Outros réus, como o general Walter Braga Netto e o ex-ministro Anderson Torres, também alegam suspeição e questionam a imparcialidade do STF, citando a presença de ministros que teriam vínculos políticos contrários ao governo anterior. Além disso, o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira defende que o STF não teria competência para julgar o caso, alegando violação de princípios do devido processo legal e do juiz natural.

Fonte: CNN Brasil

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