Israel e Hamas aceitam plano de paz dos EUA e iniciam cessar-fogo em Gaza
Acordo mediado por Trump prevê libertação de reféns e início da retirada israelense.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na madrugada desta quinta-feira (9) que Israel e o grupo Hamas chegaram a um acordo e assinaram a primeira fase do chamado “plano de paz para Gaza”, mediado por sua administração.
O anúncio foi feito após três dias de negociações indiretas no Egito, com participação de aliados regionais dos EUA, como Qatar, Egito e Turquia. Trump classificou o entendimento como um “avanço histórico” e afirmou que o acordo “trará uma paz forte, duradoura e eterna” para a região.
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Segundo o presidente, a primeira etapa do plano — composto por 21 pontos — prevê cessar-fogo imediato, libertação de todos os reféns mantidos pelo Hamas e a troca por centenas de prisioneiros palestinos detidos por Israel.
Israel confirmou o acordo e informou que o Hamas deverá libertar, nos próximos dias, 20 reféns vivos e os corpos de outros 28 mortos. Em contrapartida, as Forças de Defesa de Israel iniciarão uma retirada parcial da Faixa de Gaza, suspendendo ataques e permitindo ampliação da ajuda humanitária à população local.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou o acordo de “vitória nacional e moral” e agradeceu a Trump pelo papel de mediação. “Com a ajuda de Deus, vamos trazê-los todos para casa”, escreveu o premiê nas redes sociais.
Já o Hamas afirmou que espera que os mediadores garantam a execução do acordo “sem atrasos”, com a retirada completa das tropas israelenses e a liberação de ajuda humanitária. O grupo também voltou a defender que o cessar-fogo seja permanente.
Ainda não há clareza sobre pontos mais sensíveis do plano, como o desarmamento do Hamas e a criação de um governo provisório em Gaza — questões que continuam em discussão.
A guerra começou em 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel, matando 1.139 pessoas e fazendo 251 reféns. A ofensiva israelense em resposta deixou, até agora, mais de 67 mil mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local.
A ONU estima que mais de dois terços das vítimas são mulheres e crianças. O acordo, se cumprido, representará o maior avanço diplomático desde o início do conflito.
Fonte: Com informações do EuroNews