72h após caso na Delegacia-Geral, Secretaria das Mulheres segue em silêncio

Nem a secretária Zenaide Lustosa se pronunciou sobre episódio de possível estupro dentro da Polícia Civil

Por José Ribas Neto,

Passadas mais de 72 horas do caso de possível estupro ocorrido dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí, a Secretaria das Mulheres do Estado (SEMPI) ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. A ausência de manifestação inclui também a secretária Zenaide Lustosa, que até o momento não comentou o caso.

Foto: ReproduçãoA secretária das Mulheres, Zenaide Lustosa, ainda não se manifestou oficialmente mais de 72 horas após o caso na Delegacia-Geral.
A secretária das Mulheres, Zenaide Lustosa, ainda não se manifestou oficialmente mais de 72 horas após o caso na Delegacia-Geral.

O silêncio chama atenção diante da gravidade da ocorrência, que envolve uma vítima em estado grave e um crime investigado dentro de uma estrutura institucional do próprio Estado.

Criada a partir da Reforma Administrativa de 2022, por meio da Lei nº 7.884, a SEMPI tem como missão planejar, coordenar e executar políticas públicas voltadas às mulheres no Piauí, além de atuar de forma transversal junto a outras secretarias para garantir a efetividade dessas ações.

A existência da pasta representa, em tese, o compromisso do governo estadual com a proteção e promoção dos direitos das mulheres, em alinhamento com diretrizes nacionais e tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Entre as atribuições da secretaria estão o diagnóstico da realidade sob a perspectiva de gênero, a articulação de políticas públicas e a promoção de ações que garantam equidade e proteção às mulheres em diferentes contextos sociais.

Diante desse papel institucional, a ausência de posicionamento público após um caso de tamanha repercussão levanta questionamentos sobre a atuação da secretaria em situações de crise envolvendo violência contra a mulher, especialmente quando o episódio ocorre dentro de um órgão estatal.

O caso segue sob investigação, enquanto cresce a cobrança por respostas e posicionamentos de autoridades responsáveis pelas políticas de proteção às mulheres no estado.

Fonte: Portal AZ

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