PEC que acaba com a escala 6x1 segue parada no Senado e depende de Alcolumbre
Presidente do Senado teria informado a aliados que a definição sobre o andamento da proposta deve ocorrer somente após uma reunião com o presidente Lula
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 continua sem avançar no Senado Federal. Mesmo após ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 27 de maio, a matéria ainda não foi encaminhada para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), etapa necessária para que a tramitação tenha continuidade na Casa.
Nos bastidores, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teria informado a aliados que a definição sobre o andamento da proposta deve ocorrer somente após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, porém, não há data prevista para o encontro.
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A demora tem gerado preocupação entre parlamentares favoráveis à proposta. O presidente da CCJ, Otto Alencar, aliado do governo federal, já demonstrou interesse em iniciar a análise do texto, mas depende do despacho formal de Alcolumbre para que a matéria seja encaminhada ao colegiado.
Além disso, a reunião com líderes partidários que havia sido anunciada pelo presidente do Senado para discutir o rito da PEC ainda não aconteceu. Um encontro previsto entre Alcolumbre e Otto Alencar para tratar da escolha do relator da proposta também foi cancelado.
O governo federal acompanha o tema de perto e considera a mudança na jornada de trabalho uma das principais pautas sociais para as eleições de 2026. A expectativa do Palácio do Planalto é que a PEC seja aprovada antes do recesso parlamentar, previsto para começar em 19 de julho.
Pelo texto aprovado na Câmara, a nova regra passaria a valer 60 dias após a promulgação. Caso o cronograma desejado pelo governo seja cumprido, a mudança poderia entrar em vigor ainda antes do primeiro turno das eleições presidenciais do próximo ano.
Enquanto isso, a proposta permanece sem previsão oficial para avançar no Senado, dependendo diretamente das decisões da presidência da Casa sobre sua tramitação.
Fonte: Com informações da CNN