Irã e EUA voltam a se atacar por controle de Ormuz
Rota estratégica volta ao centro da crise após novas ações militares.
Estados Unidos e Irã afirmaram nesta segunda-feira (13) que mantêm o controle sobre o Estreito de Ormuz, em uma nova escalada de ataques militares que aumenta a tensão no Oriente Médio e coloca em risco as negociações para um acordo de paz entre os dois países.
Os confrontos se intensificaram após um fim de semana marcado por ofensivas com mísseis e drones. O governo iraniano informou ter realizado ataques contra instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, além de atingir sistemas de radar em Omã e alvos militares na Jordânia.
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Em resposta, os Estados Unidos anunciaram operações contra sistemas de defesa aérea, radares costeiros, capacidades de mísseis e drones, além de pequenas embarcações iranianas. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA, as ações tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais que cruzam o Estreito de Ormuz.
Ainda de acordo com os militares americanos, um navio porta-contêineres com bandeira do Chipre foi atingido por um ataque iraniano no domingo, nas proximidades da costa de Omã. A embarcação sofreu um incêndio e danos na casa de máquinas, interrompendo a viagem. Um integrante da tripulação permanece desaparecido.
O Estreito de Ormuz segue como um dos principais focos da disputa entre os dois países. Antes do início do conflito, a rota concentrava cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e gás natural liquefeito. O Irã tenta implantar um sistema permanente de cobrança de taxas para embarcações que utilizam a passagem e orientou empresas de navegação a obterem autorização para transitar pela região.
O novo ciclo de ataques ocorre enquanto Estados Unidos e Irã ainda deveriam cumprir um período de negociações previsto em um acordo provisório firmado em junho. O memorando tinha como objetivo encerrar o conflito, garantir a reabertura do Estreito de Ormuz e iniciar tratativas sobre o programa nuclear iraniano.
Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou encerrado o cessar-fogo após a retomada dos bombardeios, agravando o cenário de instabilidade na região e elevando as preocupações sobre os impactos para o comércio internacional de energia.
Fonte: DW