Lula confirma veto a vistos de autoridades dos EUA antes das eleições
Governo afirmou que medida buscou evitar interferência externa no processo eleitoral brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o governo brasileiro negou vistos de entrada a dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Segundo o presidente, a decisão teve como objetivo impedir qualquer interferência externa nas eleições presidenciais previstas para outubro.
A declaração foi feita na quarta-feira (29), durante a convenção nacional do PSB que oficializou o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato à reeleição na chapa encabeçada por Lula. Na ocasião, o presidente afirmou que o Brasil não aceitará iniciativas que possam ser interpretadas como ingerência sobre o processo eleitoral.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Apesar da medida, Lula declarou que não pretende ampliar o desgaste diplomático com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O episódio foi revelado pelo jornal norte-americano The Washington Post, que informou que o governo dos Estados Unidos planejava enviar dois representantes ao Brasil para acompanhar aspectos relacionados à integridade do sistema eleitoral antes do pleito de 4 de outubro.
Segundo a publicação, integrariam a missão Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente. Os pedidos de visto, no entanto, foram rejeitados pelo Ministério das Relações Exteriores.
De acordo com informações divulgadas pelo governo brasileiro, a avaliação foi de que a missão poderia ser interpretada como uma tentativa de interferência em assuntos internos do país. A posição levou o Itamaraty a negar a autorização de entrada dos dois integrantes da delegação.
O caso ocorre em meio ao debate sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas. Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou que o sistema de votação foi desenvolvido integralmente pela Justiça Eleitoral brasileira e reafirmou a segurança do processo.
Segundo informações divulgadas pelo SBT News, os representantes norte-americanos pretendiam se reunir com autoridades e lideranças políticas durante a visita. A interpretação do governo federal foi de que esses encontros poderiam conferir legitimidade a uma agenda considerada incompatível com a soberania do processo eleitoral brasileiro.
Fonte: SBT News