PF aponta 74 ligações entre Jaques Wagner e ex-sócio do Banco Master
Relatório cita contatos frequentes e integra investigação da Operação Compliance Zero.
Relatório da Polícia Federal que embasou a Operação Compliance Zero identificou 74 ligações telefônicas entre o senador Jaques Wagner e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, também investigado no caso. As informações constam em documentos que tiveram o sigilo retirado por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o relatório, os dois conversaram por aproximadamente cinco horas e trinta minutos entre novembro de 2023 e maio de 2025. A investigação aponta que Wagner e Lima mantinham contato frequente e demonstravam preferência por ligações telefônicas em vez de troca de mensagens, chegando a conversar diversas vezes no mesmo dia.
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A Polícia Federal apura suspeitas de pagamento de propina envolvendo o Banco Master e investiga a possível participação do senador no esquema. De acordo com os investigadores, a compra de um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões para Jaques Wagner teria seguido o mesmo modelo utilizado na aquisição de imóveis atribuídos ao ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
Os documentos também mostram que o ministro André Mendonça autorizou o monitoramento da localização do celular do senador após suspeitas de vazamento de informações relacionadas à investigação. Na decisão, o magistrado menciona que recebeu um pedido de audiência em seu gabinete no mesmo dia em que a operação foi protocolada.
Ainda conforme o relatório, os investigadores identificaram registros que indicam um encontro entre o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e Jaques Wagner nas dependências do Senado. A Polícia Federal também cita que Vorcaro teria colocado uma aeronave à disposição do parlamentar em um "hangar discreto" e mencionado, em uma conversa, que o senador atuaria como intermediário para transmitir um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Até o momento, a defesa de Jaques Wagner não se pronunciou sobre as informações tornadas públicas após a retirada do sigilo do processo. Quando a operação foi deflagrada, o senador negou ter atuado em favor do empresário investigado.
Fonte: Com informações do Correio Braziliense