Brasil repudia revogação de visto de embaixadora e acusa EUA de medidas hostis

Governo brasileiro afirma que os EUA quebraram o protocolo diplomático

Por Rayfran Junior,

O governo brasileiro criticou a decisão dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, e classificou como falsas as justificativas apresentadas pelo Departamento de Estado norte-americano para a medida. A manifestação foi divulgada nesta terça-feira (4) pela Presidência da República.

Foto: José Cruz/Agência BrasilPalácio do Planalto
Palácio do Planalto

Em nota oficial, o Palácio do Planalto afirmou que a alegação de demora na aprovação do nome indicado pelo governo de Donald Trump para assumir a embaixada dos Estados Unidos no Brasil não procede. Segundo o governo brasileiro, o pedido de aprovação diplomática ainda está em análise e não existe, na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, prazo obrigatório para a concessão desse aval.

O Executivo também sustentou que os Estados Unidos descumpriram o protocolo diplomático ao divulgar publicamente o nome do indicado antes da autorização formal do governo brasileiro.

Na manifestação, o governo classificou a decisão como parte de uma "escalada deliberada de medidas hostis" contra o Brasil e afirmou que as ações têm motivação ideológica incompatível com a tradição de respeito entre os dois países.

O comunicado também menciona a recusa do Brasil em autorizar a entrada de dois representantes do governo norte-americano, sob o argumento de que eles pretendiam questionar o sistema eleitoral brasileiro. Segundo o Planalto, a iniciativa evidenciaria uma tentativa de interferência no processo eleitoral do país.

A nota ainda relembra que autoridades brasileiras, incluindo integrantes do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), permanecem submetidas a sanções aplicadas pelos Estados Unidos com base na Lei Magnitsky. O governo afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscou solucionar o impasse durante encontro com Donald Trump, em Washington, ao solicitar a revisão dessas medidas, mas sem sucesso.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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