TSE, TST e MPT lançam campanha nacional contra o assédio eleitoral

Iniciativa orienta trabalhadores e empresas sobre práticas que violam a liberdade de voto

Por Redação Portal AZ,

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) lançaram nesta quinta-feira (6) uma campanha nacional para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A mobilização busca conscientizar empregadores e trabalhadores sobre a importância de garantir o voto livre e secreto durante as eleições.

Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilCampanha busca prevenir o assédio eleitoral e garantir a liberdade de voto no trabalho.
Campanha busca prevenir o assédio eleitoral e garantir a liberdade de voto no trabalho.

Batizada de Aliança pelo Voto Livre e Secreto, a campanha tem como slogan "No meu voto mando eu" e pretende prevenir situações em que empregadores, superiores hierárquicos ou colegas utilizem sua posição para influenciar ou constranger a escolha política de trabalhadores.

O assédio eleitoral é caracterizado por práticas que limitam a liberdade de voto, como ameaças, intimidações ou promessas de vantagens em troca de apoio a candidatos, partidos ou posicionamentos políticos. A conduta é proibida e pode gerar responsabilização nas esferas trabalhista, eleitoral e, em casos específicos, criminal.

Segundo o procurador do Ministério Público do Trabalho Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho, o assédio ocorre quando o empregador utiliza sua posição de poder para constranger empregados e interferir em sua liberdade de manifestação política.

Além da conscientização, a campanha disponibiliza materiais gratuitos para empresas, órgãos públicos e outras instituições interessadas em aderir à iniciativa. Os conteúdos podem ser personalizados com a identidade visual das organizações e utilizados em ações internas de orientação aos trabalhadores.

A campanha também incentiva a divulgação da adesão nas redes sociais como forma de ampliar o alcance da iniciativa e reforçar a defesa da liberdade de escolha dos eleitores.

Entre os exemplos de assédio eleitoral destacados estão ameaças de demissão ou prejuízo profissional em razão da opção política do trabalhador, oferta de benefícios em troca de apoio eleitoral, exigência de participação em atos de campanha, fiscalização do voto e constrangimentos relacionados às preferências políticas.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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