TSE cria conselho para monitorar desinformação e uso de IA nas eleições
Grupo acompanhará conteúdos manipulados e fará recomendações para proteger o processo eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criou um conselho consultivo para monitorar a desinformação e o uso indevido de inteligência artificial durante as eleições de 2026. O grupo atuará entre agosto e dezembro, acompanhando riscos relacionados à manipulação de conteúdos digitais e à disseminação de informações falsas ou fora de contexto.
A criação do conselho foi oficializada nesta sexta-feira (7) e amplia uma estrutura de acompanhamento adotada pelo TSE desde 2017. Nesta edição, a principal novidade é a inclusão explícita da inteligência artificial entre os temas que serão monitorados pelo colegiado.
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Segundo o tribunal, o avanço das ferramentas de IA e seu potencial para produzir e disseminar conteúdos falsos ou manipulados motivaram a ampliação das atribuições do grupo.
Entre as responsabilidades do conselho estão acompanhar casos de desinformação, monitorar a circulação coordenada de informações falsas ou descontextualizadas, realizar estudos sobre os impactos desse fenômeno no processo eleitoral e elaborar recomendações para prevenir e combater esse tipo de prática.
O colegiado também poderá propor parcerias entre a Justiça Eleitoral, órgãos públicos, empresas, universidades e organizações da sociedade civil, além de sugerir ações educativas para orientar eleitores sobre como identificar conteúdos manipulados.
Os integrantes do conselho serão escolhidos pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A participação será voluntária, sem remuneração.
De acordo com a portaria, o grupo se reunirá uma vez por mês a partir de agosto e permanecerá em funcionamento até 31 de dezembro de 2026, com possibilidade de prorrogação.
Fonte: CNN Brasil