PF mira deputado Maranhãozinho em investigação sobre desvio de recursos
Operação apura fraudes em licitações e uso irregular de emendas no Maranhão
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Monte Sinai para investigar uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro no Maranhão. O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) está entre os alvos da investigação.
A operação cumpre nove mandados de busca e apreensão, sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso é relatado pelo ministro Flávio Dino.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Além das buscas, a Corte determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores relacionados aos investigados.
Emendas estão no centro da apuração
A investigação começou a partir de análises da Receita Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU). Os investigadores apuram possíveis irregularidades na aplicação de recursos de emendas parlamentares federais enviados a municípios maranhenses por meio de convênios para obras de infraestrutura.
A PF também investiga a utilização de recursos provenientes de precatórios do Fundef e do Fundeb em contratos de pavimentação e outros serviços de infraestrutura.
As suspeitas envolvem, além de possíveis fraudes em licitações e desvio de dinheiro público, ocultação de patrimônio e crimes contra a ordem tributária.
Deputado já foi condenado pelo STF
Maranhãozinho foi condenado em março pela Primeira Turma do STF a 6 anos e 5 meses de prisão por corrupção passiva em um processo relacionado ao desvio de emendas parlamentares.
Segundo a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o deputado e outros parlamentares teriam solicitado R$ 1,6 milhão ao então prefeito de São José de Ribamar (MA) em troca do encaminhamento de aproximadamente R$ 6,7 milhões em emendas para o município.
Na mesma ação, o STF também condenou Gildenemir de Lima Sousa, conhecido como Pastor Gil (PL-MA), e o ex-deputado federal João Bosco da Costa (PL-SE).
A Operação Monte Sinai trata de novas suspeitas, relacionadas à aplicação de recursos públicos em contratos de infraestrutura no Maranhão.
Fonte: SBT News