Mendonça nega acesso ao celular de Vorcaro e preserva dados da investigação

Ministro afirma que aparelho está sob custódia da PF e que cópia segue lacrada no STF

Por Redação,

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou acesso direto ao celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e afirmou que o aparelho original não está em seu gabinete. A manifestação ocorreu após o ministro Cristiano Zanin solicitar acesso à íntegra do material apreendido pela Polícia Federal (PF), que serviu de base para relatório sobre mensagens atribuídas ao banqueiro. Segundo Mendonça, desde fevereiro deste ano os materiais originais permanecem sob custódia da PF. 

Foto: Rosinei Coutinho/STFAndré Mendonça aguarda manifestação da PGR sobre proposta de delação de Daniel Vorcaro.

De acordo com o ministro, a Polícia Federal entregou espontaneamente ao gabinete uma cópia de segurança dos dados extraídos do celular de Vorcaro. O conteúdo foi armazenado em um HD que, segundo Mendonça, permanece lacrado e intocado desde que chegou ao Supremo. A medida, conforme a justificativa apresentada, preserva a cadeia de custódia dos elementos apreendidos e evita que o material original seja manipulado fora da estrutura responsável pela perícia. 

Os dados extraídos do aparelho estão no centro de uma investigação que envolve mensagens de Vorcaro e referências a autoridades, incluindo o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Em relatório produzido a partir da análise do celular, investigadores apontaram mensagens nas quais o ex-banqueiro buscaria apoio para enfrentar medidas contra o Banco Master. Mendonça decidiu levar ao plenário do STF a análise dos novos elementos apresentados pela PF. 

A discussão ocorre em meio ao aumento da tensão no Supremo em torno da condução das investigações do caso Master. Na sexta-feira (11), o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Mendonça retirasse, em até 24 horas, o sigilo dos procedimentos relacionados às apurações, permitindo a manutenção da restrição apenas sobre diligências em andamento ou cuja divulgação pudesse prejudicar as investigações. A decisão atendeu a um pedido da PGR para ampliar o acesso aos documentos que tramitam na Corte. 

Fonte: Infomoney

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