PF amplia investigação sobre Flávio Bolsonaro e apura vínculos com aliados
Inquérito sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolve Cláudio Castro e Alexandre Ramagem
A Polícia Federal (PF) ampliou as investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz. A apuração também alcança o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). O inquérito tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, e busca esclarecer possíveis conexões entre o advogado, políticos e empresas ligadas ao mercado de apostas esportivas.
Segundo as informações divulgadas, os investigadores apuram se Flávio Bolsonaro teria atuado com Willer Tomaz em um suposto esquema de lavagem de dinheiro que utilizaria casas de apostas para ocultar a origem de recursos. A investigação também examina possíveis vazamentos de informações relacionadas a processos em andamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O caso teve origem em apurações sobre movimentações financeiras ligadas ao setor de apostas e passou a incluir relações pessoais, profissionais e empresariais do advogado com figuras políticas.
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O nome de Cláudio Castro aparece no inquérito após a PF identificar mensagens e registros que indicariam proximidade entre ele e Tomaz. A investigação também analisa possíveis conexões com a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) e empresas do setor, incluindo a Pixs Cobrança, atualmente chamada RioPag, vencedora de uma licitação para operar pagamentos de plataformas de apostas autorizadas pela loteria estadual. Em nota, Castro afirmou que conhece o advogado desde 2020 e que os dois mantêm uma relação de amizade. Ele também declarou que Tomaz atuou gratuitamente em alguns processos de sua defesa e negou conhecer vínculos do advogado com a Pixs/RioPag na época da contratação.
Em relação a Alexandre Ramagem, a investigação apura pagamentos que somariam R$ 270 mil, divididos em três parcelas, realizados por meio da empresa Torre Comunicação Estratégica. A PF investiga se o ex-deputado seria o beneficiário final dos valores. A empresa afirmou que prestou serviços de assessoria de imprensa ao escritório de Tomaz e que os pagamentos se referiam a um trabalho de planejamento estratégico, monitoramento e treinamento de mídia para Ramagem durante sua pré-campanha à Prefeitura do Rio. Flávio Bolsonaro classificou as notícias como falsas, enquanto Tomaz e Castro negaram irregularidades. Até a publicação da reportagem, Ramagem não havia se manifestado sobre o caso.
Fonte: Correio Braziliense