Dino determina que PF investigue interferência estrangeira nas eleições
Investigação busca esclarecer se houve participação de agentes de outros países no processo eleitoral e eventual repasse de recursos
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal (PF) investigue suspeitas de interferência e financiamento estrangeiros nas eleições brasileiras de 2026. A apuração busca esclarecer se houve participação de agentes de outros países no processo eleitoral e eventual repasse de recursos ou serviços a campanhas políticas.
A decisão foi tomada no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1178. Entre os pontos que devem ser investigados estão possíveis contatos entre a rede norte-americana Rockbridge Network e os empresários Tallis Gomes e Pedro Sang, além de anúncios eleitorais publicados por perfis estrangeiros nas redes sociais.
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A Polícia Federal também deverá apurar a origem dos recursos utilizados para financiar essas publicações e verificar se houve participação de pessoas ou empresas brasileiras nas operações. Outro ponto é esclarecer se eventuais tratativas envolvendo financiamento político tinham relação com interesses econômicos ligados à exploração de terras raras no Brasil.
Pedido de investigação
A apuração ocorre após questionamentos apresentados ao STF sobre possíveis apoios estrangeiros à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Em setembro, o Partido dos Trabalhadores (PT) pediu a abertura de um inquérito para investigar anúncios favoráveis ao senador que teriam sido pagos no exterior, além de possíveis conexões financeiras com grupos estrangeiros.
Na ocasião, o partido afirmou que não havia conseguido identificar os responsáveis pelo financiamento das publicações. A campanha de Flávio Bolsonaro declarou não ter conhecimento dos anúncios.
A legislação brasileira proíbe o recebimento de recursos de origem estrangeira por partidos políticos e candidatos. A investigação deverá verificar se houve alguma irregularidade desse tipo durante a campanha eleitoral.
Até o momento, a abertura da investigação não significa que os envolvidos tenham cometido crimes. A Polícia Federal deverá reunir elementos para esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades.
Fonte: Portal AZ