Pedro Rousseff pede apreensão de passaporte de Nikolas após saída de Flávio
Petista aciona a PGR por risco de fuga, e deputado do PL reage com ironias nas redes sociais
O deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho-neto da ex-presidente Dilma Rousseff, solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta terça-feira (27), que avalie a apreensão do passaporte do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a possibilidade de impedir que ele deixe o Brasil. A iniciativa ocorreu após a saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do território brasileiro, mesmo diante de uma determinação judicial relacionada à entrega de seus documentos de viagem. Na representação, Pedro argumentou que existe o risco de Nikolas deixar o país para evitar responder a procedimentos criminais. O pedido, no entanto, não significa que tenha sido determinada qualquer restrição contra o parlamentar.
Como justificativa, Pedro Rousseff mencionou um procedimento criminal relacionado a uma suposta injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por declarações atribuídas a Nikolas em julho de 2024. O petista também citou casos de outros aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que deixaram o Brasil, como Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Paulo Figueiredo. Em publicação nas redes sociais, Pedro afirmou que não seria possível saber se Nikolas já estaria deixando o país e defendeu medidas preventivas. As declarações representam os argumentos apresentados pelo solicitante, sem comprovar que o deputado do PL tenha planos de viajar ou fugir do território nacional.
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Nikolas Ferreira reagiu com ironia ao pedido e criticou publicamente a iniciativa. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar escreveu: “Kkkkkkkkk bota uma melancia na cabeça, jacu”. Em outra manifestação, chamou Pedro de “imbecil” e afirmou que a solicitação teria como objetivo dar visibilidade ao petista. Nikolas também questionou a justificativa para a medida e alegou que estaria sendo alvo de perseguição política. A troca de acusações ampliou a repercussão do episódio, que ocorre em meio à disputa entre integrantes do PT e representantes do bolsonarismo após o resultado das eleições presidenciais.
O episódio ganhou força após a viagem de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, depois de sua derrota na disputa presidencial para Lula, no segundo turno realizado no domingo (25). Segundo as informações divulgadas, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que o senador entregasse seus passaportes, mas ele deixou o Brasil. A situação motivou Pedro Rousseff a pedir que a PGR avalie providências semelhantes em relação a Nikolas. A solicitação ainda depende de análise das autoridades competentes e não representa uma decisão judicial contra o deputado mineiro. Até a publicação das reportagens, não havia confirmação de que a PGR tivesse atendido ao pedido.
Fonte: Correio Braziliense