STF nega operação de busca e apreensão em endereços de Flávio Bolsonaro

Em nota, a Corte negou que tenha determinado a ida da Polícia Federal na residência do senador

Por Redação,

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, nesta quarta-feira (28), ter autorizado ou realizado buscas e apreensões em endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em nota oficial, a Corte classificou como falsa a informação de que a Polícia Federal (PF) estaria cumprindo mandados na residência do parlamentar, localizada no Lago Sul, em Brasília. 
 

Foto: Sérgio Lima/DivulgaçãoFlávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

“É falsa a informação veiculada sobre a existência ou o cumprimento de qualquer mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços”, informou o STF. O tribunal acrescentou que não há decisão judicial nesse sentido nem realização de diligência policial de busca e apreensão.

O esclarecimento foi divulgado após veículos de comunicação noticiarem que agentes da PF estariam na mansão do senador. A Polícia Federal também negou a realização de uma operação em endereços ligados a Flávio, segundo informações publicadas pela imprensa. 

Saída do Brasil

A manifestação ocorre após Flávio Bolsonaro deixar o Brasil com a esposa e as duas filhas, passando pela Argentina antes de embarcar em um avião particular com destino aos Estados Unidos.

A viagem aconteceu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que o senador entregasse seus passaportes comum e diplomático à Polícia Federal e o proibir de deixar o território nacional. Segundo a Agência Brasil, Flávio foi intimado a cumprir a decisão, mas saiu do país na terça-feira (27). 

A determinação foi tomada no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Ambos são investigados e negam irregularidades.

Outras investigações

Flávio também é alvo de uma investigação relacionada ao Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça. O caso apura uma solicitação de recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mensagens extraídas do celular de Vorcaro foram citadas na investigação. Flávio reconheceu a autoria das conversas, mas negou irregularidades e afirmou que se tratava de uma tentativa de captar recursos privados para a produção do filme.

Fonte: Portal AZ

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