Matemático alerta sobre segunda onda de covid-19 no Piauí durante festividades de fim de ano
A taxa de reprodutividade da doença no estado está em 1.2 e deve crescer nos próximos dias
Um estudo realizado pelos pesquisadores da Universidade Federal do Piauí (UFPI) constatou que o estado deverá enfrentar uma segunda onda da covid-19 após as festividades de fim de ano. O estudo acompanha a evolução da pandemia desde o início no Piauí e demonstrou uma taxa de reprodutividade de 1,2 atualmente.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Professor Jefferson Leite, coordenador do estudo sobre a progessão da covid-19 no Piauí (Foto: divulgação)
Em entrevista ao Portal AZ, o coordenador e professor do departamento de matemática Dr. Jefferson Leite destacou que o estudo vai além das previsões e estudos de caso, mas que também prevê formas de como enfrentar o contágio de uma forma mais segura.
"Todo vírus possuem ciclos, ondas e períodos onde há mais incidência. Com a covid-19, não há muita certeza por não haver um histórico definido. Nos baseamos por diversos fatores, mas principalmente pela forma como o vírus se comportou em outros países. Estados Unidos e Europa, por exemplo, já estão passando por uma segunda onda. Aqui no Brasil, com a falta da vacina e as aglomerações constantes, é possível que a gente enfrente em breve uma segunda onda da covid-19 no final de dezembro", destacou.
Ele citou que outro fator que poderá fomentar o crescimento dos casos nos próximos dias serão as festas de final de ano, como Ano Novo e Natal. "É muito difícil não estabelecer a não realização dessas festas em famílias que ocasionalmente vão ocorrer agora nessa reta final de 2020. Aliadas aos eventos de fim de ano, conflitos políticos e aspectos sanitários, é muito grande a possibilidade desse acentuamento de casos de contaminação para os próximos dias", ressaltou o professor.
A taxa de reprodutividade da Covid-19 no Piauí está em 1.2 e deve crescer nos próximos dias (Foto: divulgação)
Em relação aos cuidados e combate à pandemia no Estado, Jefferson Leite destacou que fora da capital, os números estão sendo maiores devido à falta de cuidados individuais. O professor destacou que até a chegada da imunização, apenas esses cuidados poderão evitar maior número de infectados e óbitos.
"No interior, principalmente, o que se evidencia um aumento de casos e ocupações de leitos comparado às capitais. Nós devemos evitar aglomerações, mas é difícil ao se falar de família. Em festas de fim de ano, é característico essas grandes aglomerações, mas isso é muito perigoso. Nossa principal ferramenta de defesa do vírus é o isolamento, distanciamento, uso de máscara e higiene pessoal, sempre que possível. Até o momento, essa é nossa única chance para fazer uma segunda onda ser menor que a primeira", frisou.