Falta de sono pode afetar imunidade e saúde respiratória das mães

Especialista alerta para impactos físicos causados pela privação de descanso

Por Dominic Ferreira,

A privação de sono, realidade frequente na rotina de muitas mães, especialmente nos primeiros anos de vida dos filhos, pode provocar consequências que vão além do cansaço diário. Segundo a médica otorrinolaringologista Alexandra Kolontai, professora da Afya Uninovafapi, dormir mal compromete o funcionamento do organismo, afeta o sistema imunológico e pode agravar problemas respiratórios e inflamatórios.

Foto: Reprodução | Divulgaçãook

De acordo com a especialista, a falta de descanso adequado coloca o corpo em um estado contínuo de alerta, elevando os níveis de estresse e provocando alterações hormonais. Esse cenário impacta diretamente as vias respiratórias, causando inchaço nas mucosas do nariz e da garganta. Pessoas com Rinite, por exemplo, tendem a apresentar aumento da congestão nasal, espirros e sensibilidade a poeira e odores. A fragmentação do sono também pode piorar quadros de Sinusite e favorecer sintomas relacionados à Apneia do Sono.

A privação de sono também reduz a capacidade de defesa do organismo. Durante o sono profundo, o corpo produz substâncias importantes para combater vírus e bactérias, processo que fica comprometido quando o descanso é insuficiente. Segundo Alexandra Kolontai, mães que dormem pouco costumam apresentar episódios frequentes de gripes, irritações na garganta, crises alérgicas e recuperação mais lenta de infecções simples.

A especialista também alerta para outros sinais que indicam que a falta de sono já está afetando a saúde de forma significativa, como dores de cabeça ao acordar, irritabilidade, dificuldade de concentração, esquecimentos frequentes e sensação de sufocamento durante a noite. Quando esses sintomas se tornam recorrentes, a orientação é buscar acompanhamento médico. Segundo a médica, o sono inadequado por períodos prolongados pode comprometer seriamente a qualidade de vida e desencadear problemas físicos e emocionais importantes.

Fonte: Ícone Comunicação

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