OMS estima que 92% da população será afetada pelo câncer
Relatório inclui pacientes e familiares e projeta alta de 67% nos casos até 2050.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 92% da população mundial será afetada pelo câncer ao menos uma vez ao longo da vida, seja por receber o diagnóstico da doença ou por acompanhar um familiar próximo. Os dados constam no Relatório Global sobre o Status do Câncer 2026, divulgado nesta quinta-feira (9), que também aponta um crescimento expressivo no número de casos nas próximas décadas.
Segundo o levantamento, uma em cada cinco pessoas desenvolverá câncer ao longo da vida. Em 2024, foram registrados cerca de 20,6 milhões de novos diagnósticos em todo o mundo. A projeção da OMS é que esse total alcance 35 milhões de casos anuais até 2050, um aumento de 66,7%.
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A Ásia concentra atualmente mais da metade dos novos diagnósticos globais e deve responder por grande parte desse crescimento devido ao tamanho de sua população. O relatório também destaca o avanço da doença entre pessoas com menos de 50 anos, faixa etária em que a incidência aumentou 79,1% entre 1990 e 2019.
A organização alerta para as desigualdades no acesso ao diagnóstico e ao tratamento. Enquanto países de alta renda registram taxas de sobrevida superiores a 85% para alguns tipos de câncer, como o de mama e o infantil, esse índice fica abaixo de 45% em países de baixa renda. A diferença tende a aumentar, já que os novos casos devem crescer em ritmo mais acelerado nas nações mais pobres.
O relatório também indica que cerca de 40% dos casos poderiam ser evitados com a redução de fatores de risco modificáveis. O tabagismo responde por 15% dos novos diagnósticos, seguido por infecções (10%), consumo de álcool (3%) e excesso de peso (2%).
Além do impacto na saúde, a OMS destaca os desafios econômicos e sociais da doença. Quase metade da população mundial ainda tem pouco ou nenhum acesso a serviços básicos de diagnóstico, e muitas famílias enfrentam gastos elevados com tratamento, o que pode comprometer a continuidade dos cuidados.
Para enfrentar esse cenário, a organização defende o fortalecimento das políticas de prevenção, a ampliação do acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento, além de investimentos em profissionais de saúde e ações voltadas à qualidade de vida dos pacientes.
Fonte: SBT News